O Papa Francisco começou este novo ano de 2020 presidindo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, à celebração Eucarística pela Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – FOTO: Vaticano News

O Papa Francisco pediu desculpa esta quarta-feira (01), antes da tradicional oração do Angelus, por ter “perdido a paciência” na noite anterior com uma fiel asiática que o puxou com muita força.

Na terça-feira (31), quando cumprimentava a multidão na Praça de São Pedro, uma mulher asiática agarrou a mão do Papa Francisco e puxou-o, o que deixou o líder da Igreja Católica visivelmente irritado.

Ontem, o Papa desculpou-se dizendo que “o amor faz-nos pacientes e, tantas vezes, perdemos a paciência. Também eu. Peço desculpa pelo mau exemplo de ontem”, referiu, citado pela Agência Ecclesia.

“Tantas vezes perdemos a paciência. Também eu. Peço desculpa pelo mau exemplo de ontem”, assumiu o chefe da Igreja Católica, falando da janela do Palácio Apostólico na Praça de São Pedro.

“Queridos irmãos, vamos descer dos pedestais de nosso orgulho – todos temos a tentação do orgulho – e pedir a bênção da Santa Mãe de Deus. A humilde Mãe de Deus. Ela mostra-nos Jesus, deixemo-nos abençoar, abramos o coração à sua bondade”, acrescentou Francisco, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Ontem, durante a primeira missa deste ano, o Papa Francisco colocou as mulheres no centro das preocupações. Francisco considerou que a defesa da paz e a construção de um mundo melhor exigem o respeito pela dignidade das mulheres, afirmando que a violência que lhes é infligida é “profanação de Deus”.

“Toda a violência infligida às mulheres é profanação de Deus, nascido de uma mulher. A salvação chegou à humanidade, a partir do corpo de uma mulher: pelo modo como tratamos o corpo da mulher, vê-se o nosso nível de humanidade”, afirmou o chefe da Igreja católica na homilia da missa de hoje na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

 

A celebração de 01 de Janeiro assinala também o 53.º Dia Mundial da Paz, na Igreja Católica.

Francisco referiu-se ainda a situações de exploração em que “muitas vezes os corpos das mulheres são sacrificados no altar profano da propaganda, do lucro, da pornografia”.

O Papa lamentou que enquanto as mulheres são, nas suas palavras, “as fontes da vida”, sejam continuamente ofendidas, espancadas, violadas, forçadas à prostituição” ou forçadas a fazer abortos.

O líder dos católicos disse ainda que uma conquista para as mulheres é “uma conquista para toda a humanidade”.

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