Carlos Gonçalves - PSD - FOTO © - Facebook

O PSD Paris criticou o processo de escolha dos candidatos a deputados pelo círculo eleitoral da Europa, queixando-se de não ter sido ouvido e de a sua proposta de Carlos Gonçalves ter sido ignorada.

“A Comissão Política da Secção de Paris nunca foi contactada pela Sede Nacional do PSD nem pelo Secretariado das Comunidades Portuguesas para emitir a sua opinião sobre os candidatos a deputados pelo Círculo Eleitoral da Europa”, lê-se numa nota enviada à Lusa, na qual se acrescenta que “por iniciativa própria”, este órgão propôs o nome do militante Carlos Gonçalves.

A escolha do deputado é explicada pelo “trabalho que é reconhecido por todos aqueles que intervêm no plano político no seio das comunidades portuguesas, mas também porque a sua candidatura permitia cumprir todos os critérios definidos pela deliberação da Comissão Política Nacional de 15 de novembro de 2021” e era, diz ainda o comunicado assinado por Joaquim de Oliveira Morais, “aquela que permitiria criar as melhores condições ao PSD para ter um bom resultado neste círculo eleitoral e garantir a eleição de um deputado”.

“O PSD distinguia-se do nosso principal adversário político pelo facto de ter um deputado eleito, oriundo da emigração, com o conhecimento e sensibilidade próprias para uma área tão específica como é a das Comunidades Portuguesas; infelizmente, a escolha para cabeça de lista desta vez não tem em conta este princípio o que configura um retrocesso sem paralelo na história do PSD da Emigração”, lamentam os social-democratas de Paris.

A lista dos candidatos às eleições legislativas de 30 de janeiro, decidida pelo presidente do PSD, Rui Rio, renovou os cabeça de lista pelos círculos da emigração: pela Europa Maria Ester Vargas, ex-deputada e ex-conselheira da embaixada de Portugal em Berna, substituirá o anterior número um Carlos Gonçalves, enquanto o deputado e dirigente Maló de Abreu encabeçará o círculo fora da Europa, em vez de José Cesário.

A saída de Carlos Gonçalves das listas do PSD às próximas eleições, foi tema de um comunicado a título pessoal de vários conselheiros das comunidades da diáspora portuguesa na Europa.

“Hoje, a Assembleia da República Portuguesa acordou mais pobre, os portugueses que vivem nas comunidades da Europa um vazio enorme sentem, quando uma das suas Vozes mais ativas dos últimos anos foi silenciada… É tempo de luto da democracia portuguesa, mas acima de tudo, de reflexão para que futuros atos eleitorais não só dependam do expressar dos Partidos Políticos, como também auscultar a preferência dos eleitores”, lê-se no comunicado.

“O deputado Carlos Gonçalves é símbolo máximo da relação de proximidade entre os seus eleitores e a Pátria mãe, com a inédita investidura de ser um Homem notável a todos os cargos exercidos da nossa República Portuguesa”.

O texto é assinado pelos conselheiros das Comunidades da Diáspora Portuguesa António Cunha (Inglaterra), Sérgio Tavares (Escócia), Manuel Cardia Lima, Carolina Amado e Rui Barata (França), Manuel Machado (Alemanha), João Verdades, Luís Loureiro e Rogério Oliveira (Luxemburgo) e Maria do Céu Campos (Suíça).

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Carlos Gonçalves afirma que, com a decisão da direcção nacional do PSD, termina o seu percurso como parlamentar, no qual, diz, teve “como objectivo principal a defesa das comunidades [portuguesas] espalhadas pelo mundo”, e que o levou, entre outros cargos, a ser secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (Governo liderado por Pedro Santana Lopes), vice-presidente da comissão parlamantar de Negócios Estrangeiros ou coordenador dos deputados social-democratas nesta comissão e na de Assuntos Europeus.

“Foi um percurso desafiante e que me levou a contactar a verdadeira realidade do nosso país”, refere, acrescentando que esta “será apenas mais uma etapa” da sua vida política.

“Irei, tal como fiz sempre, continuar a luta pela defesa dos interesses das comunidades portuguesas e assim servir o meu país”, conclui.

MBA/JH // JH

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