Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões - FOTO DR / Todos os Direitos Reservados
Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões – FOTO António Pedro Ferreira / Todos os Direitos Reservados

O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (IC), Luís Faro Ramos, afirmou que está a haver uma preparação para o Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), garantindo que “não faltarão” recursos humanos e financeiros.

“Este evento que estamos a organizar (quarta e quinta-feira) serve para nos prepararmos para qualquer um dos cenários. Há três cenários em cima da mesa: o regresso ao presencial, um ensino à distância, ou um ensino híbrido, misturando características do ensino presencial com características do ensino à distância”, disse Luís Faro Ramos à Lusa, no final da sessão de encerramento do primeiro dia do 5.º Encontro da Rede Ensino de Português no Estrangeiro (EPE).

O presidente do IC assinalou que está a haver uma preparação dos professores para qualquer um dos três cenários previstos e garantiu que “não faltarão” os recursos humanos e financeiros, assinalando que no ano lectivo passado houve um reforço dos fundos para assegurar a aquisição de material de protecção individual para professores e alunos.

“Penso que estamos preparados. A estrutura está preparada, os recursos humanos e financeiros não faltarão, espero que não faltem também os alunos – temos indicações muito positivas sobre o número de inscrições na rede”.

Luís Faro Ramos apontou que há uma expectativa de que o EPE possa, “lentamente, voltar ao que era antes”, na modalidade presencial.

Ainda assim, o presidente do IC apontou que ainda não há “certeza em todos os sítios” porque o veredicto pertence às autoridades educativas locais.

Face às intervenções realizadas no primeiro dia do 5.º Encontro da Rede EPE, que se realizou na sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o presidente do IC considerou que “o mais provável será (…) um ensino presencial, mas com reforço de elementos digitais”.

Este reforço foi elogiado pelo presidente do instituto tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que sublinhou que este é “considerado fundamental para um ensino de mais qualidade”.

Quanto ao orçamento previsto para esta rede, Luís Faro Ramos admite que este pode aumentar, até devido à contratação de professores.

“Tanto quanto se pode falar hoje, não tenho razões nenhuma para pensar que o nosso investimento será inferior. Poderá, inclusivamente, até ser superior, mas inferior não será”, disse o responsável.

Luís Faro Ramos mostrou-se satisfeito com o número de inscrições para o EPE no próximo ano lectivo, apontando que, em países, o total de alunos inscritos até agora ultrapassou o do ano passado.

Durante a sessão de encerramento do primeiro dia, que contou com as presenças das secretárias de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, foi abordado o “desafio do ano lectivo”.

Berta Nunes assinalou que é “tudo bastante incerto” e que, na pior das hipóteses, o ensino será “completamente à distância”.

Em 13 de julho, em declarações à Lusa, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas admitiu a possibilidade do aluguer de salas de aula para que o Ensino Português no Estrangeiro seja “o mais normal possível”.

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