Participants in the Informal Meeting of Ministers for Economics and Financial Affairs pose for the family photo in Berlin, on September 11, 2020. (Photo by John MACDOUGALL / POOL / AFP) / ALTERNATIVE CROP
Participants in the Informal Meeting of Ministers for Economics and Financial Affairs pose for the family photo in Berlin, on September 11, 2020. (Photo by John MACDOUGALL / POOL / AFP) / ALTERNATIVE CROP

O ministro das Finanças português disse hoje, em Berlim, que o Eurogrupo discutiu a eventual introdução de novos impostos sobre multinacionais tecnológicas e sobre a importação de produtos poluentes que ajudem a financiar os programas de recuperação económica.

“Discutimos a introdução de uma fiscalidade mais justa e ambientalmente mais favorável, foi discutida a possibilidade de impostos digitais sobre grandes multinacionais tecnológicas, de novos impostos sobre a importação de produtos poluentes”, disse João Leão, em declarações aos jornalistas em Berlim (Alemanha) transmitidas pela RTP3, no final da reunião informal dos ministros das Finanças e da Economia (Eurogrupo) da zona euro.

Os novos impostos permitiriam “financiar os recursos comuns da União Europeia para financiar todos os novos programas baseados em fundos europeus”, explicou.

Segundo o ministro das Finanças português, a recuperação económica é ainda “muito incompleta, incerta”, pelo que o foco da reunião de hoje foi como recuperar a economia europeia e a de cada Estado-membro e de como, para isso, será importante o Fundo de Recuperação Europeu no financiamento dos programas nacionais de reformas e quais devem ser as suas prioridades.

João Leão defendeu que o fundo deve ajudar à recuperação rápida da economia e do emprego, mas “também deve financiar a transição digital e ambiental, mais e melhores empregos”, para que haja uma melhoria económica de forma estrutural.

Para já, disse, é importante que os fundos cheguem rapidamente à economia portuguesa, pelo que o Governo tem em “fase avançada” a preparação dos planos de recuperação económica.

Na reunião em Berlim, onde o Luxemburgo esteve representado pelo ministro das Finanças, Pierre Gramegna, foi também discutida a união bancária, nomeadamente o tema sensível de um mecanismo europeu de garantia de depósitos, para que de futuro os países não estejam tão vulneráveis a crises financeiras, disse o ministro das Finanças.

Participants in the Informal Meeting of Ministers for Economics and Financial Affairs including Luxembourg’s Finance Minister Pierre Gramegna (L) arrive to pose for the family photo in Berlin, on September 11, 2020. (Photo by John MACDOUGALL / POOL / AFP)
Publicidade
Falhas, erros, imprecisões ou sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade

Todas as notícias e conteúdos no LUX24 são e continuarão a ser disponibilizadas gratuitamente, mas nunca como agora precisamos da sua ajuda para continuar a prestar o nosso serviço público.

Somos uma asbl – associação sem fins lucrativos – e não temos qualquer apoio estatal ou institucional, apesar do serviço público que diariamente fazemos em prol da comunidade portuguesa e lusófona residente no Luxemburgo, e já sentimos o efeito da redução da publicidade, que nos garante a manutenção do nosso jornal online.

A imprensa livre não existe nem sobrevive, sem o suporte activo dos seus leitores – sobretudo em épocas como esta, quando as receitas de publicidade se reduziram abruptamente, e nós continuamos a trabalhar a 100%.

Só lhe pedimos que esteja connosco nesta hora e nos possa ajudar com o seu donativo, seja ele de que valor for. Prometemos que continuaremos a ser a sua companhia de todas as horas.

Pode fazer o seu donativo por transferência bancária para a conta do LUX24:
IBAN: LU790250045896982000
Código BIC: BMECLULL

LUX24 asbl
#VaiFicarTudoBem

Publicidade