The head of Freedom party of Lower Austria Michael Schnedlitz speaks during a rally held by Austria's far-right Freedom Party FPOe against the measures taken to curb the coronavirus (Covid-19) pandemic, at Maria Theresien Platz square in Vienna, Austria on November 20, 2021. (Photo by JOE KLAMAR / AFP)

As restrições decididas esta semana por muitos governos para travar a nova vaga de covid-19 na Europa levaram hoje milhares em protesto para as ruas na Áustria, mas também na Irlanda do Norte, Holanda, Itália, Suíça e Croácia.

Dezenas de milhares de manifestantes, muitos membros de grupos de extrema-direita, marcharam em Viena, depois de o Governo austríaco ter anunciado um confinamento nacional a partir de segunda-feira para conter as crescentes infecções pelo coronavírus responsável pela pandemia.

O confinamento na Áustria, que começou por ser só para não vacinados, passa a ser para todos na segunda-feira e por um período mínimo de 10 dias, surgindo depois de a mortes diárias terem triplicado nas últimas semanas e os hospitais dos estados mais atingidos avisarem que estão a atingir o limite da capacidade.

O governo também tornará obrigatória a vacinação no país, onde menos de 66% da população está vacinada, uma das taxas mais baixas da Europa Ocidental.

Cerca de 35.000 pessoas participaram em diferentes marchas pela cidade, segundo a polícia, acrescentando que a maioria não usava máscaras.

As manifestações também ocorreram hoje na Suíça, Croácia, Itália, Irlanda do Norte e Países Baixos, com as pessoas a protestar contra as restrições como a obrigação de certificado – atentando a vacinação, teste ou superação da doença – para entrar em restaurantes, mercados de Natal ou eventos desportivos, a vacinação obrigatória ou o encerramento de algumas actividades.

Na Suíça, 2.000 pessoas protestaram contra um referendo sobre a aprovação da lei que permite a imposição de restrições, alegando que é discriminatória, informou a emissora pública SRF.

Protesters hold flags and banners during a protest against the current measures to tackle the spread of the coronavirus, Covid-19 health pass and vaccination, in Lausanne on November 20, 2021. (Photo by Fabrice COFFRINI / AFP)

Um dia depois dos tumultos em Roterdão, em que a policia disparou para por fim a motins e sete pessoas ficaram feridas, milhares de pessoas reuniram-se numa praça central de Amesterdão, apesar dos organizadores terem cancelado o protesto. Caminharam pacificamente pelas ruas da cidade, acompanhados de perto pela polícia.

Algumas centenas de pessoas também marcharam nas ruas da cidade de Breda, no sul da Holanda, para protestar contra as restrições.

Em Itália, 3.000 juntaram-se em torno do Circo Maximus, em Roma, para protestar contra a exigência do certificado que garante que se está vacinado ou livre da covid-19 para aceder aos locais de trabalho, restaurantes, cinemas, teatros, recintos desportivos e ginásios, bem como para viagens de longa distância de comboio, autocarro ou ‘ferry’.

Na Irlanda do Norte, várias centenas de pessoas que se opõem ao certificado covid-19 protestaram à porta da câmara municipal de Belfast.

O governo da Irlanda do Norte decidiu esta semana restringir horários e tornar o documento obrigatório para admissão em clubes nocturnos, bares e restaurantes.

Na Croácia, milhares de pessoas reuniram-se na capital, Zagreb, carregando bandeiras croatas, símbolos nacionalistas e religiosos, juntamente com bandeiras contra a vacinação e o que descrevem como restrições às liberdades das pessoas.

Demonstrators gather holding Croatian flags in the center of Zagreb to protest against Covid-19 measures such as obligatory certificates for public sector on November 20, 2021. (Photo by Denis LOVROVIC / AFP)

Em França, o ministro do Interior, Gerald Darmanin, condenou os violentos protestos na ilha caribenha de Guadalupe, um dos territórios ultramarinos da França, onde 29 pessoas foram detidas pela polícia, quando protestavam contra a decisão de impor um recolher nocturno – das 18.00 às 05:00 locais – a partir de terça-feira.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou hoje grande preocupação com o aumento de casos de covid-19 na Europa e advertiu que cerca de 500 mil pessoas podem morrer até março de 2022 se não forem tomadas medidas urgentes.

A covid-19 provocou pelo menos 5.130.627 mortes em todo o mundo, entre mais de 255,49 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

ANP // JPS

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