Elementos da Polícia de Segurança Pública homenageiam o agente da PSP, Fábio Guerra, que morreu esta segunda-feira devido às "graves lesões cerebrais" sofridas após ser brutalmente agredido, no sábado 19 de março, à porta de uma discoteca em Lisboa, na esquadra de Alfragide, 21 de março de 2022. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Um dos três detidos no caso das agressões a polícias à porta de uma discoteca em Lisboa e que vitimou mortalmente um deles foi hoje libertado pelo Ministério Público, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo adiantou a mesma fonte, o suspeito, civil, que se encontrava detido no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária, foi presente ao Ministério Público (MP) e após ser inquirido foi libertado.

O mesmo arguido ficou dispensado de ser interrogado por um juiz na quarta-feira no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, ao contrário dos outros dois suspeitos, ambos fuzileiros e que estão detidos na prisão militar de Tomar.

Os dois fuzileiros foram detidos na segunda-feira por suspeitas do homicídio de um agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado, vão passar esta noite na prisão militar de Tomar.

A fonte precisou que a investigação que causou a morte ao agente da PSP Fábio Guerra prossegue, mas que, até ao momento, não houve mais detenções.

Fonte da direcção da PJ disse na segunda-feira à Lusa que os dois fuzileiros são suspeitos de homicídio qualificado e ofensa à integridade física também qualificada pela morte de um agente da polícia e agressão a outros quatro, junto à discoteca MOME, em Lisboa.

A mesma fonte esclareceu, na altura, que foram efectuadas buscas domiciliárias e não domiciliárias aos três arguidos então detidos, nomeadamente às residências, viaturas “e aos objectos pessoais dos fuzileiros que estavam na unidade militar”, agradecendo “a estreita colaboração da Marinha na realização das diligências” policiais.

Em comunicado a PJ tinha divulgado que, no âmbito do inquérito do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa tinha detido fora de flagrante delito de três homens portugueses de 24, 22 e 21 anos, suspeitos de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada.

Contudo, refere a nota, “a investigação prossegue com vista à eventual identificação de outros envolvidos e ao cabal esclarecimento dos factos”.

O agente Fábio Guerra, de 27 anos, morreu na segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

PR enaltece agente da PSP que morreu vítima de agressões e visita família

O Presidente da República esteve hoje na esquadra da PSP de Alfragide para apresentar as condolências aos colegas do agente que morreu na segunda-feira, enaltecendo a forma como cumpriu a missão, e anunciou que visitará a família.

“Fui visitar hoje, ao fim da manhã, a esquadra onde ele [Fábio Guerra] exercia as suas funções, e tive oportunidade de falar aos camaradas para testemunhar, por um lado o meu reconhecimento pela acção que é deles e dos seus camaradas, para garantir a segurança de todos os portugueses (…), por outro lado para fazer uma referência especial à forma como ele cumpriu a sua missão”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, à margem da iniciativa “Artistas no Palácio de Belém”, em Lisboa.

Elementos da Polícia de Segurança Pública homenageiam o agente da PSP, Fábio Guerra, que morreu esta segunda-feira devido às “graves lesões cerebrais” sofridas após ser brutalmente agredido, no sábado 19 de março, à porta de uma discoteca em Lisboa, na esquadra de Alfragide, 21 de março de 2022. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República apresentou as condolências ao efectivo da esquadra da PSP de Alfragide, que está a viver um momento “penoso” depois da morte de Fábio Guerra, de 27 anos, segunda-feira, no Hospital de São José, em Lisboa, na sequência das “graves lesões cerebrais” que sofreu quando foi agredido.

O chefe de Estado também anunciou vai hoje à noite à Covilhã para “apresentar pessoalmente” os sentimentos à família do agente da PSP, “logo que termine” a reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

“Não queria deixar de dizer à família aquilo que, por maioria de razão, disse aos camaradas da PSP”, acrescentou.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve na noite de segunda-feira três homens suspeitos do homicídio de um agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado junto à discoteca MOME, em Lisboa.

De acordo com a PJ, as diligências “permitiram reunir fortes indícios da autoria dos crimes praticados e sustentaram a emissão, pela Autoridade Judiciária competente, de mandados de detenção, fora de flagrante delito”.

No sábado a PSP informou que o incidente ocorreu na madrugada desse dia, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão nocturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de dez pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar este domingo.

A Marinha divulgou também no sábado que “dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos, na via pública, junto de um espaço nocturno, “tendo posteriormente informado as respectivas chefias” do sucedido.

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