O novo presidente da Comissão Executiva do Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha (2E), celebra a sua vitória no final do segundo dia da VII Convenção Nacional do partido, no Centro de Congressos, em Lisboa, 22 de janeiro de 2023. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O deputado Rui Rocha foi hoje eleito o novo presidente do partido político Iniciativa Liberal (IL), tendo a moção apresentada pela sua lista à comissão executiva alcançado 51,7% dos votos.

À sucessão de João Cotrim Figueiredo apresentaram-se, pela primeira vez na história do partido, mais do que uma lista e disputaram a liderança os deputados e dirigentes Rui Rocha e Carla Castro e o conselheiro nacional José Cardoso na VII Convenção Nacional do partido liberal, que termina hoje em Lisboa.

De acordo com o regimento à convenção, “é aprovada como Moção de Estratégia Global pela Convenção Nacional, a Moção que obtiver a maioria simples dos votos” e “a lista proponente da Moção de Estratégia Global mais votada é eleita como Comissão Executiva”.

 Rui Rocha promete transformação “muito rápida” no partido 

O novo presidente do partido Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, prometeu hoje uma transformação “muito rápida” no partido, dizendo querer prepará-lo para “as batalhas” que quer travar no país.

No discurso de encerramento da VII Convenção do partido, no Centro de Congressos de Lisboa, o deputado diz que ouviu os membros, quer durante a campanha interna, quer durante a reunião magna.

“O partido precisa de transformação, nós vamos fazê-la e vamos fazê-la de forma muito rápida. Queremos o partido pronto para as batalhas que queremos combater”, disse.

Rui Rocha agradeceu ao presidente cessante e seu apoiante, João Cotrim Figueiredo, considerando-o “um líder extraordinário”, mas também aos dois candidatos derrotados, Carla Castro e José Cardoso, pela “coragem cívica que demonstraram e ao modo como contribuíram para esta eleição”.

O presidente da Comissão Executiva do Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo (E), ladeado pelo candidato à presidência do partido, Rui Rocha (C), durante o processo eleitoral no segundo dia da VII Convenção Nacional do IL, no Centro de Congressos, em Lisboa, 22 de janeiro de 2023. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Para que não fiquem dúvidas, ao agradecer a Carla Castro e José Cardoso, conto com todos os liberais sem exceção. Todos os que queiram participar no futuro da IL. No futuro da IL, são todos muito bem-vindos, somos todos liberais, estamos cá para mudar Portugal”, afirmou.

Antes de subir ao palco para encerrar a convenção, o novo presidente da IL afirmou que o papel que Carla Castro, candidata derrotada, terá na IL “é aquele que tem hoje e tudo o que quiser fazer dentro da participação possível no partido”.

O passado termina hoje na IL, hoje abrimos uma nova página de crescimento, só interessa o futuro da IL”, afirmou, em breves declarações aos jornalistas, entre muitos abraços com apoiantes.

À sucessão de João Cotrim Figueiredo apresentaram-se, pela primeira vez na história do partido, mais do que uma lista e disputaram a liderança os deputados e dirigentes Rui Rocha e Carla Castro e o conselheiro nacional José Cardoso na VII Convenção Nacional da IL, que termina hoje em Lisboa.

 Carla Castro diz que não vai ser oposição interna e que partido saiu “mais forte” 

A candidata derrotada à liderança do partido da Iniciativa Liberal, Carla Castro, garantiu hoje que não será oposição a Rui Rocha, com quem promete colaborar, considerando que o partido sai da convenção “mais forte” e “não vai voltar a ser o mesmo”.

Em declarações à agência Lusa à saída da VII Convenção Nacional do partido, na qual teve 44% dos votos dos liberais, mas foi derrotada pelos 51,7% de Rui Rocha – o terceiro candidato José Cardoso teve 4,3% – Carla Castro defendeu que o seu resultado prova que a candidatura da sua lista “era precisa”.

“Acho que saímos daqui um partido mais forte, mais robusto, com mais ideias. O partido não vai voltar a ser o mesmo e tenho um orgulho enorme daquilo que nós fizemos e agora como tinha dito – e como pusemos um cartaz à porta da convenção – no dia seguinte estaríamos todos juntos porque a nossa luta é lá fora, é contra o Governo, o estado de estagnação do país e o país precisa dos liberais e das políticas liberais”, assegurou.

Recusando a ideia de um partido dividido porque os “liberais gostam de concorrência, pluralidade e diversidade” e de debate de ideias, a candidata defendeu que a convenção “foram dois dias muito ricos”.

O novo presidente da Comissão Executiva do Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha (D), cumprimenta a candidata derrotada, Carla Castro (E), no final do segundo dia da VII Convenção Nacional do partido, no Centro de Congressos, em Lisboa, 22 de janeiro de 2023. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

À pergunta se será oposição interna a partir de hoje, Carla Castro foi perentória: “claramente não”.

“A minha oposição, de uma forma muito clara, é ao Governo e ao estado de estagnação do país. Qualquer que fosse o resultado nós temos que estar unidos”, enfatizou.

Por isso, Carla Castro garantiu que o novo líder poderá contar consigo, garantindo que não tem “crispações” e que vai “continuar a trabalhar de forma construtiva e com soluções”.

Sobre uma eventual candidatura no futuro, a deputada respondeu que é “tudo muito precoce”, mas que “hoje foi uma boa batalha”.

“Eu sei as condições em que concorri e sei a improbabilidade que seria de ganhar. Os 44% eu sinto que é uma vitória enorme de adesão às ideias”, enfatizou.

ND com Lusa

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