Imagem de satélite da Península Ibérica do dia 14 de julho de 2022 captada pelo Copernicus Sentinel-3 do Programa europeu de Observação da Terra, A onda de calor extrema na Europa, com muitos recordes de temperatura foram batidos em Portugal e Espanha. De acordo com o IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera a estação meteorológica do Pinhão registou uma temperatura do ar de 47°C no dia 14 de Julho. (Fotografia distribuída a 15 de julho de 2022). UNIÃO EUROPEIA, IMAGENS DO COPERNICUS SENTINEL-3 / LUSA

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 38 mil hectares, cerca de 25.000 dos quais na última semana, a maior área ardida desde 2017, segundos dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Dados provisórios recolhidos até hoje pelo ICNF dão conta que se registaram este ano 6.118 incêndios rurais, que provocaram 38.198 hectares de área ardida, 52% em povoamentos florestais, 36% em matos e 11% em área agrícola.

A 08 de julho, dia em que Portugal entrou em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural, tendo depois passado na segunda-feira para contingência com o agravamento do perigo, o ICNF indicava que tinham deflagrado desde 01 de janeiro 12.473 hectares, o que significa que numa semana arderam 25.725 hectares.

Comparando estes dados com o relatório do ICNF de 15 de julho de 2021, concluiu-se que a área ardida é a maior desde 2017, quando até essa data tinham sido consumidas pelas chamas 74.340 hectares após o incêndio de Pedrógão Grande, e a segunda maior na década.

Firefighters fight the flames surrounding Ancede village during a wildfire in the municipality of Baiao, North of Portugal, 15th July 2022. HUGO DELGADO/LUSA

Em comparação com o mesmo período de 2021, a área ardida mais do que triplicou este ano e o número de incêndios aumentou 43% (mais 1.855).

O número de incêndios também é o mais elevado desde 2017.

Segundo o relatório da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), em todo o ano de 2021 registaram-se 8.223 incêndios rurais, que resultaram em 28.415 hectares de área ardida.

Num último balanço feito na Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Emergência e Protecção Civil, André Fernandes, referiu que até à data o incêndio com maior área ardida consumida foi o que deflagrou na localidade de Cumeada, no concelho de Ourém (distrito de Santarém), em que arderam cerca de 4.000 hectares.

Por sua vez, dados enviados à Lusa pela ANEPC indicam que até às 12:00 de hoje ocorreram 6.632 ocorrências de incêndio rural.

Segundo a ANEPC, os distritos com maior número de incêndio são o Porto (1.216), Vila Real (620), Braga (604), Lisboa (547), Viana do Castelo (496), Viseu (427) e Aveiro (416).

A firefighter fights the flames surrounding Ancede village during a wildfire in the municipality of Baiao, North of Portugal, 15th July 2022. HUGO DELGADO/LUSA

O Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS) avança também que Portugal é o terceiro país da União Europeia com maior área ardida este ano, sendo apenas superado pela Roménia (149.264 hectares) e por Espanha (92.502).

Portugal Continental está em situação de contingência até domingo devido às previsões meteorológicas, com temperaturas muito elevadas em algumas partes do país, e ao risco de incêndio.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Protecção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adoptar medidas preventivas e ou especiais de reacção não mobilizáveis no âmbito municipal.

CMP // HB

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