An aeroplane fights the flames surrounding Ancede village during a wildfire in the municipality of Baiao, North of Portugal, 15th July 2022. HUGO DELGADO/LUSA

Dez acidentes com aviões de combates aos incêndios registaram-se em Portugal desde 2009, causando a morte a quatro pilotos. O mais recente óbito foi o do piloto de um avião que, sexta-feira (15), se despenhou em Foz Côa.

Cronologia dos principais acidentes e incidentes ocorridos com aeronaves de combate a incêndios desde 01 de janeiro de 2009:

2022:

15 julho, Foz Coa, distrito da Guarda: Um avião anfíbio “Fire Boss”, de combate a incêndios, despenhou-se em Castelo Melhor, concelho de Foz Coa. O piloto morreu na queda do avião.

O CORPO DO PILOTO ANDRÉ SERRA, 38 ANOS, JÁ FOI AUTOPSIADO, O REALIZA-SE ESTE DOMINGO, 17 DE JULHO. ERA CASADO E PAI DE UMA MENINA DE CINCO ANOS.

André Serra, o piloto do avião de combate a incêndios que se despenhou no Douro, em 15 de julho de 2022 – FOTO © – todos os direitos de autor reservados

2020:

08 agosto, Lindoso, Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo: Um avião anfíbio pesado (Canadair CL215) que fazia parte do dispositivo de combate a incêndios rurais despenhou-se na zona do Lindoso, Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, quando combatia um incêndio na Serra do Gerês, provocando um morto e um ferido grave. Em 21 de setembro, morreu o co-piloto do avião envolvido neste acidente.

2019:

05 setembro, Sobrado, Valongo, distrito do Porto: Um helicóptero AS350-B2 colidiu com linhas elétricas e despenhou-se quando combatia um incêndio em Sobrado, Valongo, distrito do Porto, causando a morte ao piloto Noel Ferreira, de 36 anos, também piloto da Força Aérea e comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, em Paredes, distrito do Porto.

04 setembro, Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra: Um helicóptero ficou parcialmente destruído depois de cair durante a descolagem na Pampilhosa da Serra para combater um incêndio no distrito de Castelo Branco. O acidente deveu-se a um erro do piloto, que pensava estar a operar um modelo diferente daquele que realmente pilotava, concluiu Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

03 julho, barragem de Castelo de Bode: Um avião ligeiro de combate a incêndios ficou destruído quando abastecia água na barragem de Castelo de Bode. O acidente deveu-se ao facto de o piloto não ter recolhido o trem de aterragem, concluiu o GPIAAF.

2017:

20 agosto, Cabril, Castro Daire: Um helicóptero da empresa Everjets caiu, tendo provocado a morte ao piloto, em Cabril, Castro Daire, distrito de Viseu, quando combatia um incêndio florestal.

2015:

08 agosto, Arcos de Valdevez: Um helicóptero ligeiro de combate a incêndios despenhou-se quando regressava de um fogo em Miranda, Arcos de Valdevez, e duas pessoas ficaram feridas.

29 junho, Paços de Ferreira: Um helicóptero ligeiro da Proteção Civil caiu na localidade de Lamoso, concelho de Paços de Ferreira, quando estava a reabastecer-se de água numa lagoa para combater um incêndio naquela localidade, causando ferimentos ao piloto.

2012:

03 setembro, Ourém: A queda de um helicóptero de combate ao fogo junto ao parque de merendas de Espite, no concelho de Ourém, fez dois feridos ligeiros.

19 julho, Beja: Registada amaragem de um avião anfíbio, que participava no combate ao incêndio em Tavira na albufeira do Roxo, devido a uma falha técnica, sem causar vítimas.

2009:

12 agosto, Fundão: Um avião de combate a incêndios aterrou de emergência em Ferreiras, concelho de Fundão. Os dois tripulantes saíram ilesos.

Fontes: Agência Lusa e Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

NS (JGS) // RBF

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