O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo primeiro-ministro António Costa e pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, durante as declarações à comunicação social após a sessão de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, realizada no Infarmed, em Lisboa, 24 de Março de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Presidente da República considerou hoje que a sessão técnica sobre a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal contribuiu para “cimentar um espírito de coesão e de unidade” entre responsáveis políticos e que há razões para esperança.

“Era difícil estarem aqui reunidos sectores políticos tão diferentes, com maneiras de ver a vida tão diferentes. E vieram todos, sem excepção, e todos intervieram, e todos perguntaram e todos foram esclarecidos. Porque todos estavam a remar no mesmo sentido. Estamos todos a remar no mesmo sentido, e vamos remar no mesmo sentido, e esse é o sinal o mais positivo desta reunião”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas no final de uma sessão técnica em que participou a convite do primeiro-ministro, António Costa, no auditório do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, em Lisboa, em que estiveram também o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, líderes partidários, sindicais e patronais.

O Presidente da República disse sair desta sessão “menos preocupado” e convicto “de que há razões para ter esperança”.

Pico da curva epidémica pode ser um pouco depois de 14 de Abril – Marcelo

O Presidente da República afirmou hoje que se verifica “uma curva mais moderada” de propagação da Covid-19 em Portugal e que o pico “pode ser um pouco depois de dia 14 de Abril”.

Questionado se os especialistas mantêm a previsão de 14 de Abril como data para o pico da curva epidemiológica em Portugal, o chefe de Estado ressalvou que “não é possível fazer previsões certas” e comparou a pandemia de Covid-19 a “uma mola” que se está a tentar conter com “uma pressão muito firme”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, durante as declarações à comunicação social após a sessão de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, realizada no Infarmed, em Lisboa, 24 de Março de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

“Tem havido, com este pressionar a mola, uma preocupação que é visível nos números: o crescimento ser menos exponencial, menos acentuado do que se esperava. Isto significa naturalmente que a pressão sobre o sistema de saúde é menor, o número de contaminados não tem crescido ao nível que se esperava e o pico pode deslocar-se”, expôs.

“É uma curva mais moderada, e o tal pico, o tal momento de estabilização, que dura um certo tempo, pode ser um pouco depois de dia 14 de Abril”, acrescentou.

Segundo o Presidente da República, “os portugueses estão a fazer com que a curva não seja a curva de outros países, comparando o número não só de contaminados, mas de internados, e internados em cuidados intensivos, e também de mortos”.

Testes universais têm desvantagem de falsa sensação de segurança – PR

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que os testes universais ao coronavírus têm a desvantagem da falsa sensação de segurança, considerando que tem sido útil alargar, mas selectivamente, a realização destas despistagens.

No final de uma sessão com apresentações técnicas, que durou mais de três horas, sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, uma iniciativa do Governo que decorreu no Infarmed, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas ladeado, mas com distância de segurança, pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, garantindo que os números que têm sido divulgados “têm adesão à realidade” e “total verdade”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ladeado pelo primeiro-ministro António Costa, durante as declarações à comunicação social após a sessão de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal”, realizada no Infarmed, em Lisboa, 24 de Março de 2020. RODRIGO ANTUNES/LUSA

“Tudo foi abordado, e nomeadamente aquela questão que muitas vezes é levantada de testes universais, e foram explicadas as desvantagens de testes universais que são a falsa sensação de certeza que podem gerar”, respondeu à comunicação social.

De acordo com o Presidente da República, quem tem um resultado negativo, num determinado momento, “se não há sintomas, se não há um contexto médico que justifique, dá uma segurança que não garante nada”.

“Porque no minuto seguinte, no dia seguinte, na semana seguinte pode aquele cidadão, aquela portuguesa ou aquele português, passar a estar contaminado e anda convencido que não está”, justificou.

Depois de ouvir os especialistas nesta sessão, para Marcelo Rebelo de Sousa, “tem sido útil ir aperfeiçoando selectivamente o alargamento dos testes com a colaboração das autarquias locais, de instituições sociais, perante situações novas que justificam, selectivamente, esse alargamento”.

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