O eurodeputado do Partido Social Democrata (PSD), Paulo Rangel, durante a apresentação da sua candidatura à liderança do partido, em Lisboa, 15 de outubro de 2021. As eleições diretas do Partido Social Democrata ocorrem a 4 de dezembro. MÁRIO CRUZ/LUSA

O eurodeputado Paulo Rangel anunciou hoje que se candidata à liderança do PSD por ter a convicção de que pode “unir” o partido, promover “o seu crescimento e vencer as legislativas de 2023”.

“Anuncio formalmente a todos os militantes que serei candidato à presidência do PSD nas eleições de 04 de dezembro próximo. Apresento a minha candidatura, com humildade e espírito de missão, mas com a convicção inabalável de que, com ela, sirvo o nosso país, os nossos compatriotas e o nosso partido”, afirmou, na apresentação pública à imprensa, que decorreu num hotel Lisboa.

O antigo líder parlamentar defendeu que só se candidata por considerar ter “todas as condições para unir o PSD, para promover o seu crescimento realizando a sua tradicional vocação maioritária e para vencer as eleições legislativas de 2023, com uma solução de governo estável”.

Rangel renunciará ao mandato de eurodeputado se for eleito e promete “dois pés em Lisboa”

Paulo Rangel assegurou que renunciará ao mandato de eurodeputado se for eleito presidente do PSD, e que não falou previamente com o Presidente da República sobre a sua candidatura.

Questionado pelos jornalistas, Rangel salientou que “na prática” as deslocações a Bruxelas e a Estrasburgo que fazem parte da vida de um deputado europeu “são incompatíveis com a liderança de um partido”.

O eurodeputado do Partido Social Democrata (PSD), Paulo Rangel, durante a apresentação da sua candidatura à liderança do partido, em Lisboa, 15 de outubro de 2021. As eleições diretas do Partido Social Democrata ocorrem a 4 de dezembro. MÁRIO CRUZ/LUSA

“Quando for eleito presidente do PSD vou renunciar ao mandato, pode não ser no primeiro dia ou mês a seguir às eleições,”, afirmou, justificando a ponderação da data por ser membro da conferência sobre o futuro da Europa até abril, embora admitindo que a “tarefa gigantesca” de liderar um partido pode não ser compatível com esta participação.

Numa longa conferência de imprensa – mais de uma hora entre a apresentação e as respostas aos jornalistas – Paulo Rangel prometeu “ser um líder do PSD a 100% com os dois pés em Lisboa”, fazendo questão de repetir esta referência à capital.

Questionado como fará a articulação com o grupo parlamentar – já que não é deputado -, Rangel admitiu tratar-se de um ‘handicap’ mas lembrou outros líderes sociais-democratas que não estavam na Assembleia.

“Terei uma relação estreitíssima com o grupo parlamentar, usarei o meu gabinete no grupo parlamentar intensamente, porque entendo este como o braço armado do partido”, afirmou.

Num outro recado implícito ao actual presidente do PSD, Rui Rio, Paulo Rangel frisou ser “um parlamentar”.

“Não pertenço àqueles que acham que o parlamento é um órgão que deve ser desvalorizado, pertenço justamente ao contrário”, afirmou, escusando-se a adiantar já nomes que gostaria de ver à frente da liderança da bancada, caso seja eleito presidente.

Questionado se informou previamente o Presidente da República e antigo líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, de que se iria candidatar à presidência do PSD, Rangel foi claro.

“Nunca falei com o Presidente da República sobre esta matéria (…) Aliás, há meses que não falo com o Presidente da República, coisa que até não é muito comum”, frisou.

SMA // JPS

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