O número de telefone do PNR apareceu no Google como sendo o contacto da SOS Racismo, denunciou a associação, adiantando que já pediu explicações à empresa e que vai apresentar queixa ao Ministério Público.

“Esta situação é gravíssima, e a SOS Racismo tudo fará para que a informação verdadeira seja reposta no Google, e para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, refere a associação num comunicado divulgado através da rede social Facebook.

“Soubemos isto sábado ao final do dia, tentámos logo corrigir o número de telemóvel, retirando-o. Durante o dia de temos tentado resolver a questão junto da Google, perguntando se é possível fornecerem-nos os dados de quem é que colocou lá aquele telemóvel”, afirmou à Lusa o responsável Nuno Silva, acrescentando que, na segunda-feira, a associação irá formalizar uma queixa ao Ministério Público.

Apesar de a situação já ter sido corrigida, Nuno Silva sublinha que é preciso perceber o que aconteceu.

“Falta perceber como é que aquele telemóvel foi lá parar. Se foi uma brincadeira de mau gosto, se foi intencional, se foi um erro. Vamos ver se a Google nos responde e vamos apresentar queixa no MP para depois fazerem a investigação que entenderem necessária”, explicou.

O erro foi reportado à SOS Racismo por uma mulher que tentou, durante várias semanas, contactar a associação, mas cujas chamadas telefónicas iam sendo atendidas por pessoas do ultranacionalista Partido Nacional Renovador, de extrema-direita.

“Uma senhora encontrou-se com um dos elementos do SOS e questionou o facto de não conseguir entrar em contacto connosco por telefone. Tinha tentado várias vezes e respondiam-lhe sempre do PNR”, contou o responsável da associação de luta contra o racismo, adiantando que o número em causa tinha sido encontrado através do motor de pesquisa Google.

“Fomos confirmar e, de facto, colocando a designação SOS Racismo no Google, a informação que aparecia era referente à morada da sede, que estava correta, e depois constava um telemóvel que não é o da associação”, adiantou Nuno Silva.

Uma pesquisa em alguns ‘sites’ e “na própria página do PNR” levou os dirigentes da associação a confirmar que o número de telemóvel que surgia associado à SOS Racismo “está atribuído a esse partido”.

Embora tenha admitido não saber há quanto tempo a situação se mantinha, Nuno Silva adiantou que seria “há pelo menos algumas semanas”, a avaliar pela altura em que foi feito o contacto pela pessoa que denunciou o caso.

“Solicitámos à Google que os elementos fossem retificados – já foram – (…), mas não sabemos quantas pessoas terão telefonado para o PNR julgando estar a ligar para o SOS Racismo”, lamentou, pedindo a quem o fez para falar “agora diretamente” com a associação.

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