O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, faz compras como forma de contribuição para o Banco Alimentar contra a Fome, num supermercado em Lisboa, 30 de novembro de 2019. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encheu este sábado um carrinho de bens essenciais para doar ao Banco Alimentar contra a Fome e apelou a todos para que contribuam, nem que seja com “um produto”.

O chefe de Estado, que já na sexta-feira visitou a sede do Banco Alimentar e promete lá voltar este domingo para acompanhar a “ponta final” da recolha, escolheu ontem à tarde um supermercado na zona de Alvalade (Lisboa) para fazer uma das suas doações deste fim de semana.

Guiado por uma voluntária do Banco Alimentar, Marcelo Rebelo de Sousa levou apenas meia hora a encher um carrinho, ao qual no final acrescentou mais uns vales da campanha ‘online’, numa conta que totalizou mais de 86 euros.

“Já são muitos anos a contribuir e são sempre os mesmos produtos, aquilo que é duradouro, resistente, essencial: leite, conservas, óleo, azeite, arroz, açúcar, massas, cereais, mais para os miúdos”, elencou.

O Presidente da República admite que a lista “varia um pouco” de loja para loja – hoje levou seis unidades de cada produto, em geral num hipermercado levaria 12 -, mas costuma apostar nos produtos próprios de cada uma, a chamada ‘marca branca’, até para não fazer escolhas entre marcas.

“Tenho o hábito de, no sábado e no domingo, fazer contributos em vários sítios, em lojas muito diferentes e em áreas geográficas diferentes”, afirmou.

Questionado se se trata de um apelo a que todos encham este fim de semana também um carrinho de compras para o Banco Alimentar, o chefe de Estado referiu que quis dar o exemplo, mas que cada um deve contribuir segundo as suas possibilidades.

“As pessoas não têm de encher um carrinho, se só podem dar um produto, dão um, se podem dar dois, dão dois, se podem encher um carrinho, devem encher”, apelou.

Questionado se não gostaria de ver outros políticos a fazerem também doações para o Banco Alimentar, o Presidente da República disse ter a certeza de que o fazem, mas sem comunicação social.

“Eu só venho com esta projeção mediática para puxar pelas pessoas, também o faço noutros sítios sem comunicação social. Tenho a certeza que todos os que estão na política a vários níveis, ao fazerem as suas compras hoje, há uma parte que vão dar para o Banco Alimentar”, afirmou.

Durante a sua visita pelo supermercado de Alvalade, o chefe de Estado provou o bolo-rei – também levou um para casa -, encontrou uma senhora que disse ser uma sua conhecida de há 50 anos e falou com um cidadão brasileiro que já foi consumidor das doações do Banco Alimentar e agora é voluntário numa instituição social.

Na caixa, Marcelo Rebelo de Sousa não se esqueceu da fatura com contribuinte – “se não amanhã aparecia já no Correio da Manhã, na primeira página” -, e até aceitou o desafio da funcionária da caixa para fazer o cartão de fidelidade da loja, tirando no final fotografias com todo o pessoal e com os voluntários do Banco Alimentar.

O Presidente da República percorreu depois a pé os cerca de 600 metros que o separavam do Fórum Lisboa, para presidir à gala comemorativa dos 120 anos da União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo.

Pelo caminho, ainda entrou num café onde provou pão-de-ló, viu montras e cumprimentou famílias às compras.

“Vim a pé para aproveitar a nossa cidade linda”, disse ao presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que o aguardava no Fórum Lisboa.

O Banco Alimentar contra a Fome iniciou sábado mais uma campanha de dois dias de recolha de alimentos, que irá contar com a participação de 40 mil voluntários em cerca de 2.000 lojas do país.

A campanha deste ano tem como mote #RedeSocialReal e apela para que os ‘likes’ das pessoas sejam os contributos alimentares.

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