O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante o Desfile de “Entrudo Chocalheiro” com os Caretos de Podence, em Macedo de Cavaleiros, 23 de fevereiro de 2020. PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cumpriu hoje a promessa de passar o Carnaval com os Caretos de Podence, a aldeia transmontana que tem o nome inscrito no Património da Humanidade.

Marcelo agradeceu aos coloridos mascarados do Entrudo Chocalheiro e a Podence, uma aldeia que, enfatizou, “vale muito mais do que [os seus] 200 habitantes, também ela vale uma história, uma tradição, uma cultura, é o retrato do que [Portugal tem] de melhor”.

O Presidente desafiou a multidão, que invadiu hoje a localidade do concelho de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, a refletir sobre “como é que uma aldeia que parece perdida e tão longe do mar, tão longe de muitos que estão a exercer o poder, tão longe da capital do país, tão longe da atividade económica e social, como é que essa aldeia conseguiu levar Portugal a todo o mundo”.

“Como é que conseguiu com os seus Caretos tornar Portugal mais conhecido em todo o mundo, respeitada em todo o mundo, admirada e seguida em todo o mundo”, continuou, para concluir: “Nós somos muito mais fortes do que se pensa, nós somos capazes do impossível”.

O Entrudo Chocalheiro marca a folia durante quatro dias, até terça-feira, nesta zona do Nordeste Transmontano, este ano animado pelo estatuto de Património Imaterial da Humanidade, atribuído em dezembro pela UNESCO, aos Caretos de Podence.

Naquela ocasião, o Presidente recebeu os Caretos e prometeu ir a Podence, promessa que cumpriu hoje com uma demorada caminhada pela aldeia com os tradicionais mascarados a abrirem o corredor entre a multidão para o presidente passar.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante o Desfile de “Entrudo Chocalheiro” com os Caretos de Podence, em Macedo de Cavaleiros, 23 de fevereiro de 2020. PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

Não se sabe quantas pessoas estavam na aldeia, apenas que as redes de comunicação colapsaram.

“Quatro horas à espera, senhor Presidente”, desabafou Isabel Batalha, quando conseguiu alcançar Marcelo Rebelo de Sousa. Ela viajou de Mafra, numa excursão com 50 pessoas, para ver os Caretos.

O presidente da associação do Grupo dos Caretos de Podence, António Carneiro, deu as boas-vindas ao Presidente da República e realçou a simbiose do dia: “A tradição dos Caretos é uma tradição do povo, mas também o Presidente é o Presidente do povo”.

Podence deixou de ser definitivamente uma aldeia remota, perdida entre os montes, e o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, aproveitou para fazer um pedido ao Presidente da República.

Desfile de “Entrudo Chocalheiro” com os Caretos de Podence, Macedo de Cavaleiros, 23 de fevereiro de 2020. PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O autarca pediu a Marcelo que interceda junto do Governo para que o Pavilhão de Portugal da próximo Expo do Dubai seja depois atribuído a Podence, para atrair mais turistas e criar riqueza.

No discurso num palanque no meio da aldeia, o Presidente da República agradeceu a Podence e aos Caretos “por aquilo que fizeram por Portugal”, e prometeu tentar fazer o que é possível para conseguir convencer o primeiro-ministro e o Governo a satisfazer o sonho de levar para a aldeia o pavilhão como símbolo de Portugal.

Marcelo despediu-se garantindo que, ainda que tivesse a agenda preenchida, arranjaria maneira de estar hoje em Podence para dizer: “Nós temos orgulho em vós”.

 

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