As chamas consomem floresta e mato durante um incêndio em Linhares da Beira, Celorico da Beira, 11 de agosto de 2022. NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

O incêndio que deflagrou no sábado no concelho da Covilhã e alastrou para Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira era combatido às 23:30 (*hora luxemburguesa) de hoje por 1.555 operacionais, sendo o único activo em Portugal continental de grandes dimensões.

De acordo com a informação disponível às 23:30* no ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o fogo que atinge a Serra da Estrela concentrava no terreno 1.555 bombeiros, com o apoio de 486 meios terrestres.

Com início na madrugada de sábado nos concelhos da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e de Manteigas, o fogo atingiu na tarde de quarta-feira também Gouveia e Guarda e passou hoje, a meio da manhã, para o concelho de Celorico da Beira.

O capotamento de uma viatura dos bombeiros de Loures na zona de Celorico da Beira (Guarda), durante o combate ao incêndio, provocou hoje três feridos graves e dois ligeiros, segundo a Protecção Civil.

Segundo o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Miguel Cruz, o acidente ocorreu no concelho de Celorico da Beira, no distrito da Guarda, que era ao final da tarde “a zona mais complicada” do teatro de operações.

“Vamos continuar a trabalhar para conjugar todas as oportunidades da noite e continuar a fazer um esforço para o mais cedo possível poder debelar o incêndio, tendo em linha de conta, sempre, a segurança dos profissionais e das populações”, salientou.

Um helicóptero combate as chamas durante um incêndio em Linhares da Beira, Celorico da Beira, 11 de agosto de 2022. NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

Na conferência de imprensa, o segundo comandante nacional da ANEPC relatou que a tarde “foi de muito trabalho” devido, sobretudo, à orografia e ao vento, que “provocaram preocupações”.

Para as próximas horas e noite, Miguel Cruz disse que se esperava “alguma redução da intensidade do vento”, sendo expectável que haja “oportunidades para poder vir a controlar” o fogo.

A Quercus realçou hoje que o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) vai demorar décadas a recompor-se, podendo haver locais do parque irremediavelmente perdidos.

O incêndio que deflagrou no sábado já terá consumido cerca de 10.000 hectares, que fazem parte também do PNSE, uma área de 89.000 hectares que abrange territórios dos concelhos de Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia.

Este era às 23:30 o único fogo activo em Portugal continental que mobilizava um grande número de meios.

No terreno, em incêndios em resolução ou extintos, encontravam-se 510 bombeiros, apoiados por 146 viaturas.

Nuvens de fumo durante um incêndio em Linhares da Beira, Celorico da Beira, 11 de agosto de 2022. NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

Vinte e cinco concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria e Portalegre estão hoje em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado cerca de 60 municípios do interior Norte e Centro e da região do Algarve e em risco elevado outros tantos concelhos nas mesmas regiões e nalgumas zonas no litoral nos distritos de Aveiro, Leiria, Coimbra, Beja e Faro.

DMC (CCC/FP/SO) // JH

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