O empresário Joe Berardo reage durante a sua audição perante a II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de maio de 2019. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O candidato do CDS às europeias criticou hoje a “ligeireza” com que os Presidentes da República concedem condecorações e defendeu que deveria ser retirada a de Joe Berardo, que “não merece ser comendador de coisa nenhuma”.

Num jantar com militantes em Rio Maior, Santarém, Nuno Melo fez um discurso com muita política nacional, e com menos temas europeus, em que confessou sentir-se “envergonhado, enquanto português”, com a condecoração de Berardo, que disse, na sexta-feira, no parlamento, que não tem dívidas a bancos.

“Sugiro realmente que se medite sobre a ligeireza com que se condecoram pessoas em Portugal e, desde logo, que se reavalie esta condecoração a Joe Berardo. Quem pede milhões a bancos e depois, enquanto se ri, diz que não deve nada, ao mesmo tempo que os contribuintes em dificuldade pagam, não merece ser comendador de coisa nenhuma”, afirmou.

“Não merece ser comendador de coisa nenhuma”, repetiu, depois de dar os exemplos de ex-presidente da PT Zeinal Bava, Armando Vara, antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos, Camilo Mortágua e Joe Berardo.

Estas condecorações foram decididas, em momentos diferentes, pelos ex-Presidentes Jorge Sampaio e Cavaco Silva.

Zeinal Bava, com a medalha do mérito comercial, provou, segundo Melo, que “destruir uma joia da coroa, a PT, compensa”.

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