O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa na cerimónia de deposição de uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões e homenagem aos mortos ao serviço da pátria, no âmbito das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Igreja de Santa Maria de Belém, em Lisboa, 10 de junho de 2020. FOTO: MÁRIO CRUZ / POOL / LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, homenageou hoje os “heróis da saúde” que têm tratado os doentes com covid-19, considerando que têm tido um “heroísmo ilimitado a fazer de carências e improvisos excelência”.

Na cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, o chefe de Estado centrou o seu discurso na nova realidade resultante da pandemia de covid-19, questionando, em tom crítico: “Percebemos mesmo aquilo que, apesar das devoções de tantas e tantos, falhou na saúde, na solidariedade social, no público, no privado, no social?”.

Segundo o chefe de Estado, a situação em que Portugal se encontra, passados três meses de se terem detectado os primeiros casos de covid-19 no país, só foi possível, entre outros factores, porque no sector da saúde houve “heroísmo ilimitado a fazer de carências e improvisos excelência e salvaguarda de vida e saúde”.

“Portugueses, é justo que nos unamos para homenagear os heróis da saúde em Portugal, todos, sem excepção. E aqui lhes testemunho, convosco e em vosso nome, essa homenagem. E não podendo galardoar simbolicamente todos eles, escolhi os que trataram o primeiro doente com covid-19. O médico que acompanhou, o enfermeiro que cuidou, a técnica de diagnóstico que examinou, a assistente operacional que velou”, anunciou.

“Neles, a quem entregarei dentro de dias as simbólicas insígnias da Ordem do Mérito, abarcarei milhares e milhares de heróis de centenas e centenas de serviços e unidades de saúde”, acrescentou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que tenciona, “após a pandemia”, promover uma “cerimónia ecuménica de crentes de várias crenças e de não crentes para homenagear os mortos, envolvendo as suas famílias no calor humano de que foram privadas semana após semana”.

“Mas só serão justas estas homenagens, que não esquecem os compatriotas que lá fora morreram, sofreram e trabalharam neste tempo inclemente, se elas nos acordarem para o que temos de fazer”, defendeu.

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