O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conversa com o presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, através de teleconferênca no Palácio de Belém, em Lisboa, 25 de Março de 2020. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O Presidente da República Portuguesa assumiu-se hoje como “primeiro responsável” por zelar pela verdade das informações divulgadas durante o surto da Covid-19 em Portugal e defendeu que é preciso esclarecimento permanente face a dúvidas e rumores.

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “tem de haver verdade”, porque “para ser possível ganhar uma guerra, naturalmente, aqueles que estão a lutar nessa guerra têm de saber exactamente qual é a situação em cada momento, no que há de bom e no que há de mau”.

“E eu disse isso no início e vai ter de ser assim até ao fim da guerra. Vai ter de ser. Se quiserem, eu assumo, como disse na declaração, a responsabilidade primeira de ser o primeiro responsável por estar atento a que também a verdade seja uma característica deste combate colectivo”, acrescentou o chefe de Estado.

O Presidente da República advertiu para o “factor de cansaço” provocado pelo tempo que se levará a atingir o pico da curva epidémica em Portugal, referindo que poderá acontecer apenas em maio, pelo continuado crescimento do número de casos até lá e pela convivência com “um tema único”.

Considerando que nestas situações é normal surgir “um conjunto de dúvidas e interrogações e o questionar a verdade das informações”, reforçou: “Aquilo que eu posso garantir é que, naquilo que depende de mim e que depende de todas as autoridades com as quais eu estou em contacto perante – o senhor primeiro-ministro, a senhora ministra da Saúde, a senhora directora-geral da Saúde – tudo certamente será feito para que aquilo que é transmitido aos portugueses seja verdadeiro”.

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