A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas (E), e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales (D), durante a conferência de imprensa sobre o novo coronavírus (covid-19), realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 21 de setembro de 2020. Portugal contabiliza hoje mais oito mortos relacionados com a covid-19 e 623 novos casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). MÁRIO CRUZ/POOL/LUSA
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa sobre o novo coronavírus (covid-19), realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 21 de setembro de 2020. MÁRIO CRUZ/POOL/LUSA

Portugal contabiliza hoje mais oito mortos relacionados com a covid-19 e 623 novos casos de infecção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.920 mortes e 69.200 casos de infecção.

A DGS indica que três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Norte e uma na região Centro.

Em vigilância estão 40.465 contactos, mais 1.103 em relação a domingo.

DGS vai recomendar uso de máscara em espaços públicos movimentados

A directora-geral da Saúde informou hoje que, em breve, será publicada uma nova orientação que recomenda o uso de máscara em espaços públicos movimentados, sempre que não seja possível assegurar o distanciamento físico.

“Muito brevemente, e depois de termos consultado os peritos nacionais e internacionais, vai sair uma orientação no sentido de que quando as pessoas, no exterior, não conseguirem garantir para elas ou para os outros a distância física recomendada, deverão usar máscara”, afirmou Graça Freitas.

Durante a habitual conferência de imprensa sobra a pandemia da covid-19, Graça Freitas foi questionada se as autoridades de Saúde teriam mudado de opinião relativamente uso obrigatório de máscara no exterior, com a aproximação da época de outono/inverno.

A diretora-geral recusou-se, no entanto, a considerar que se trataria de uma mudança de opinião, mas antes de uma “postura evolutiva em função do que vai sendo a avaliação do risco”.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, durante a conferência de imprensa sobre o novo coronavírus (covid-19), realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 21 de setembro de 2020. MÁRIO CRUZ/POOL/LUSA

“Ao ar livre, a utilização de máscaras fará sentido se formos de facto para sítios onde não consigamos garantir que ficamos longe de outros. Diferente é uma situação ao ar livre no campo, no jardim, a horas em que não andam outras pessoas a passear”, explicou.

Para estas situações, em que o distanciamento é facilmente assegurado, a recomendação será a mesma e a Direção-Geral da Saúde (DGS) continua a considerar que o uso de máscara não é necessário.

“Se estiverem no exterior, mas distante de outras pessoas, não faremos essa recomendação, sendo que as pessoas são livres de se quiserem utilizar em todo o momento, porque se sentem melhor, poder fazê-lo”, acrescentou.

Actualmente, a máscara só é obrigatória em espaços interiores fechados, como estabelecimentos comerciais, de prestação de serviços ou escolas, e nos transportes públicos.

Na mesma conferência de imprensa, a DGS e o Ministério da Saúde foram também questionados sobre a possibilidade de implementar o confinamento parcial, em Portugal, à semelhança daquilo que está actualmente a acontecer em Madrid, caso se confirme que o país está de facto a entrar numa segunda vaga da pandemia.

No entanto, segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, essa não é uma opção.

“Hoje sabemos mais da doença, hoje estamos melhor preparados para responder e, portanto, o confinamento parcial ou geral é uma resposta de saúde pública que garantidamente não queremos voltar a accionar”, sublinhou.

Ministério da Saúde cria ‘task-force’ para dar resposta a doentes não-covid

O Ministério da Saúde anunciou hoje a criação de uma ‘task-force’ para dar resposta aos doentes não covid-19, uma medida que faz parte do Plano da Saúde para o Outono-Inverno.

A ‘task-force’, segundo o plano publicado no portal no Serviço Nacional de Saúde, funcionará na dependência do Ministério da Saúde e baseia-se numa “aposta na resposta maximizada nos cuidados de saúde primários, com atendimento presencial, não-presencial e domiciliário, bem como nas respostas de proximidade, incluindo dispensa de medicamentos”.

Relativamente à pandemia de covid-19, o plano prevê um reforço da resposta em saúde pública, especialmente em situações de surtos; adapta as actuais Áreas Dedicadas à covid-19 em Áreas Dedicadas aos Doentes Respiratórios e os circuitos de internamento hospitalar para diferentes fases da resposta.

O Plano da Saúde para o Outono-Inverno 2020-21 foi apresentado hoje pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus.

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