A diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa com o objetivo de fazer um ponto de situação da vacinação contra a covid-19 e contra a gripe, Lisboa, 18 de novembro de 2021. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A directora-geral da Saúde apelou hoje para que os portugueses mantenham a confiança na vacina contra a covid-19, frisando que a vacinação “é neste momento necessária” e que os reforços servem para pôr “a imunidade num patamar muito elevado”

“Quero deixar aqui bem claro para se manter a confiança nas vacinas. Sempre dizemos que não sabíamos, que era uma incógnita, quanto tempo durava a imunidade”, disse aos jornalistas Graça Freitas, numa conferência de imprensa realizada na sede do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

A directora-geral da Saúde explicou que “há vacinas que se levam uma única vez na vida e que dão protecção para sempre”, há outras que precisam de reforços na infância e outras que precisam de reforços na idade adulta, sendo a vacina do tétano uma das que requerer reforços ao longo da vida.

“É uma excelente vacina [tétano], mas tem um prazo de duração da sua imunidade óptima. Os reforços são isso, são para reforçar melhorar, voltar a pôr a imunidade num patamar muito elevado”

Graça Freitas realçou também que “a vacinação é necessária neste momento”, como foi na primeira etapa.

Questionada se Portugal vai atingir a meta de 1,5 milhões de pessoas vacinas até dezembro, Graça Freitas respondeu que “é mais do que uma meta, é um desígnio nacional”.

“Não depende da Direcção-Geral da Saúde, nem do Serviço Nacional da Saúde, nem do núcleo que apoio, nem do Infarmed. O Estado português comprou as vacinas, as estruturas do Ministério da Saúde estão a trabalhar em conjunto, temos um núcleo de coordenação. Estamos preparados para vacinar, as administrações regionais de saúde têm a sua organização montada”, disse

A responsável sustentou que esta meta depende da adesão à vacinação das pessoas residentes em Portugal.

A diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas (d), conversa com o vice-presidente do INFARMED, I.P., António Faria Vaz (E), durante a conferência de imprensa com o objetivo de fazer um ponto de situação da vacinação contra a covid-19 e contra a gripe, Lisboa, 18 de novembro de 2021. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

“Atingir esta meta está nas mãos de todos nós. O inverno é uma estação agressiva para a nossa saúde”, indicou.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou hoje as pessoas a partir dos 18 anos que receberam a vacina contra a covid-19 da Janssen vão poder receber uma dose de reforço após 90 dias da administração da primeira

Graça Freitas disse que esta decisão surge porque há estudos internacionais que indicam uma diminuição da imunidade das pessoas que tomaram a vacina da Janssen.

A responsável avançou que se está a fazer neste momento “uma análise de vacina a vacina”, estando o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge a estudar a efectividade das vacinas por marca.

A DGS também anunciou hoje que, no caso das pessoas que entre a população que está já a receber a terceira dose da vacina – a partir dos 65 anos de idade, profissionais de saúde, do setor social e bombeiros -, passam a estar também incluídos os recuperados da doença que tenham recebido uma dose.

A DGS decidiu encurtar o intervalo entre a segunda dose e a terceira para um período de 150 a 180 dias, ou seja, cinco a seis meses.

Graça Freitas explicou que os recuperados de covid-19 que vão receber a segunda dose totalizam 140 mil pessoas e o critério para a convocação da administração será a idade.

Segundo a directora-geral da Saúde, 600 mil pessoas levaram o reforço da terceira dose da vacina contra a covid-19, a mais de um milhão foi administrada a vacina da gripe e cerca de 400 mil pessoas fizeram a co-administrarão destas duas vacinas.

Graça Freitas deu ainda conta que a administração do reforço das vacinas nos lares de idosos “está praticamente concluída, à excepção daqueles que tiveram surtos de covid”.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.295 pessoas e foram contabilizados 1.115.080 casos de infecção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

CMP // HB

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