O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa – FOTO: RUI OCHOA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA/LUSA

O Conselho de Estado de quarta-feira, para analisar o eventual estado de emergência em Portugal devido à pandemia de Covid-19, realiza-se por videoconferência, e o Presidente será o único em Belém, disse hoje à Lusa fonte da Presidência.

A exemplo do que tem acontecido com as mais recentes reuniões do primeiro-ministro, António Costa, com o chefe do Governo de Espanha, e com o próprio Presidente, por exemplo, feitas à distância, também o Conselho de Estado será por videoconferência, às 15:00 (16:00, hora luxemburguesa) de quarta-feira, segundo a mesma fonte.

Ao contrário do que é habitual, o órgão de consulta não se reúne no Palácio de Belém, em Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa será o único a estar na Presidência, enquanto os restantes membros do conselho – 19 – participam por teleconferência.

Hoje, numa mensagem de vídeo publicada no “site” da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma ter “acompanhado a situação minuto a minuto” e por isso decidiu “convocar o Conselho de Estado para a próxima quarta-feira para que se debruce também sobre a eventual decisão de decretar o estado de emergência”.

O Conselho de Estado é um órgão de consulta do Presidente da República.

Hoje à tarde, depois de ter conversado por videoconferência com Marcelo a partir da Residência Oficial de São Bento, em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa, remeteu para o Presidente a decisão quanto ao estado de emergência.

No vídeo, gravado em casa, disse tratar-se de uma “comunicação pessoal do Presidente da República”, de “agradecimento e solidariedade para com todos os portugueses”, acrescentando que a comunicação formal ao país fá-la-á na quarta-feira depois do Conselho de Estado.

Pela positiva, numa mensagem de vídeo de 3:37 minutos, em que disse por duas vezes “vamos vencer”, o chefe do Estado quis agradecer a resposta dos portugueses ao surto do novo coronavírus, “uma verdadeira quarentena voluntária dos portugueses nos últimos dias”, o seu “civismo, maturidade, compreensão, a solidariedade, o respeito pelos outros”.

 

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