Actor Bruno Candé - FOTO DR / Todos os direitos de autor reservados
Actor Bruno Candé – FOTO DR / Todos os direitos de autor reservados

O actor Bruno Candé morreu hoje após ter sido “baleado em várias zonas do corpo” por outro homem, “na casa dos 80 anos”, na avenida de Moscavide, no concelho de Loures, distrito de Lisboa.

O alerta para a situação de disparos na avenida de Moscavide ocorreu pelas 13:20 (hora local), e quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) chegou ao local encontrou “um homem que tinha sido baleado em várias zonas do corpo por outro homem”.

Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse à Lusa que o óbito do homem baleado foi declarado no local e que o homem responsável pelos disparos, com “cerca de 80 anos”, foi detido, tendo-lhe sido apreendida uma arma de fogo.

O actor Bruno Candé Marques, que pertencia à companhia de teatro Casa Conveniente,vivia no Casal dos Machados, na freguesia do Parque das Nações, perto do local do crime. Tinha 39 anos e deixa três filhos, dois rapazes, com cinco e seis anos, e uma menina, que completará 3 anos em Agosto.

“O detido, após os disparos, foi retido por populares até à chegada da PSP, não ofereceu resistência e, neste momento, encontra-se na nossa custódia”, referiu Bruno Pires, comissário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, acrescentando que o suspeito está num dos departamentos policiais do Comando Metropolitano de Lisboa.

O crime ocorreu na via pública, “em plena avenida de Moscavide”, onde foram registados “alguns disparos” cujos vestígios “estão a ser recolhidos pela Polícia Judiciária”, por se tratar de um crime de homicídio, avançou o comissário da PSP.

Questionado sobre se o crime foi motivado por racismo, Bruno Pires referiu que “a única coisa que se sabe, e que poderá ser útil para a investigação, é que já existem relatos ao longo desta semana de desacatos”, mas a PSP ainda desconhece o motivo dos mesmos.

“Dos relatos que conseguimos, não foi adiantada muita informação”, reforçou.

A ocorrência mobilizou “dezenas de polícias”, inclusive devido à necessidade de interromper o trânsito na avenida de Moscavide.

Entretanto, a família, num comunicado enviado à imprensa, descreve que o “Bruno foi barbaramente assassinado, alvejado à queima-roupa com 4 tiros na rua principal de Moscavide” e que o “assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas” a ele e à família. “Face a esta circunstância fica evidente o carácter premeditado e racista deste crime hediondo”.​

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