[ARQUIVO] Sismólogos do Instituto de Ciências da Terra, do Instituto Dom Luiz e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, instalam estação sísmica na Fajã dos Vimes, Concelho da Calheta, São Jorge, Açores, 25 de março de 2022. ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

A ilha de São Jorge registou quase 30 mil abalos no âmbito da crise sísmica iniciada há pouco mais de um mês, revelou hoje o presidente do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

Pelas 16:00, o CIVISA registava um total de 29.974 abalos desde 19 de março, data do início da crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, indicou Rui Marques, em declarações aos jornalistas, no ‘briefing’ realizado no concelho das Velas.

Destes quase 30 mil sismos, 256 foram sentidos pela população, acrescentou o responsável.

Desde as 00:00 de hoje e até cerca das 16:00, o CIVISA registou 50 sismos, numa redução da actividade que corresponde a uma “oscilação normal”.

“Não quer dizer que estejamos a aproximar-nos do fim. É preciso acompanhar o evoluir da situação”, observou Rui Marques.

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”.

O presidente do CIVISA esclareceu que o nível de alerta é decidido e avaliado por uma equipa de 10 elementos que compõe o gabinete de crise do CIVISA.

De acordo com o responsável, até ao momento a decisão daquele órgão foi sempre manter o nível de alerta.

“Há ainda alguma evolução do sistema vulcanotectónico do sector central [da ilha]. Há ainda algumas alterações a ocorrer. Não há estabilização, nem tendência clara de que estejamos a caminhar para o fim”, justificou.

ACG // VAM

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