“Sinto falta… do que ele viu quando olhou para mim…” Quantos de nós se recorda da génese desta experiência e sentimento?

Um chef dinamarquês (com 2 estrelas Michelin) vai à Toscana para vender os bens que herdou do pai mas, conhece uma mulher inspiradora que o faz repensar a vida e o amor.

Esta longa metragem realizada por Mehdi Avaz resulta como uma ode à gastronomia e ao turismo!

Para além dos personagens e das paisagens exuberantes, a construção cénica do processo de criar diferentes pratos é um dos maiores destaques de “Toscana”.

Um filme ligeiro para assistir durante a tarde como tónico para abrir o apetite e se deixar levar por um romance que no fundo é uma memória da primeira paixoneta de infância.

Uma contribuição fundamental para “Toscana” é o trabalho do director de fotografia Michael Sauer Christensen, claramente um registo de excelência que puxa o espectador a se envolver na silhueta de um local a visitar e dos pormenores gastronómicos.

A par deste trabalho é justo referir o trabalho do colorista Frederik Bokkenheuser que, com o seu trabalho de pós-produção pintou todo o filme de uma forma singular que não deixará ninguém indiferente.

Quanto ao elenco, Cristiana Dell’Anna dá corpo e alma a “Sophia” a qual espelha alguns momentos de química no desenvolvimento narrativo. Por seu lado, Anders Matthesen, encarna o personagem “Theo” sugerindo alguma inadaptação ao meio… uma decisão intencional de casting?

A narrativa é algo “familiar” e por vezes sentem-se incongruências nos personagens e em particularidades do argumento.

A acompanhar o trabalho de fotografia e coloração do filme é igualmente justo destacar a banda sonora que Thomas Volmer Schulz compôs; “Tão extraordinário como todos os outros.”

“Toscana” estreou na Netflix no passado dia 18 de Maio de 2022 estando disponível no serviço de streaming desta plataforma.

Bom filme!

Pedro Cunha

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