O destino de inúmeros moradores de Copenhaga altera-se radicalmente quando uma missão estratégica de bombardeamento durante a Segunda Guerra Mundial atinge acidentalmente uma escola repleta de crianças.

Esta longa metragem dinamarquesa (com diferentes títulos a nível internacional), realizada por Ole Bornedal, é um retrato intimista sobre a vida de vários protagonistas de um capitulo da história pouco conhecida do grande público.

De uma forma poética, o realizador imprime um cunho distintivo nas imagens movimento carregadas de enorme emocionalidade!

Os planos de pormenor são os que mais farão o espectador sentir a mensagem impactante da narrativa passada no grande ecrã.

A engrandecer o trabalho da realização é incontornável referir o trabalho de direcção de fotografia de Lasse Frank Johannessen, que confere uma silhueta exuberante aos personagens retratados; sejam eles principais ou secundários na encantadora ilustração sobre uma página negra na história dos aliados.

O maior destaque no elenco vai para as crianças, “Eva”, encarnado pela jovem Ella Josephine Lund Nilsson, “Henry”, interpretado por Bertram Bisgaard Enevoldsen e Ester Birch que dá vida e corpo a “Rigmor”! Este trio é peça central na narrativa e seguramente a mais emocional devido à inocência espelhada e ao rápido crescimento ao qual são obrigados.

No desenrolar do filme os leitores vão reconhecer vários outros personagens de enorme importância narrativa como a freira “Teresa” e “Frederik”; todos têm um papel fundamental no qual em momento algum ficará indiferente!

“The Shadow in My Eye” registou um singelo percurso em festivais de cinema e em Março de 2022 estreou em streaming na plataforma Netflix.

Um drama histórico para acompanhar os leitores neste fim-de-semana.

Bom filme!

Pedro Cunha

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