Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

A escassos dias do 48º aniversário da Revolução de Abril, a celebração reveste-se de um carácter mágico. Pela primeira vez, festejamos mais dias de liberdade do que de ditadura.

Esta morreu naquela manhã soalheira e gloriosa de 25 de Abril de 74 e a Liberdade que Portugal ansiava amanhecia fresca, pura e transparente, como poetou a grande Sophia.

Vivo sempre o dia com um sentimento de profundo reconhecimento aos valorosos militares do Movimento das Forças Armadas e de imenso júbilo.

Relembro, como se fora há dias, as emoções daquela quinta-feira mágica. Fortes, também elas puras, transparentes, frescas como a madrugada que as antecedera.

Cada Abril é um Mundo Novo que se volta a plantar e que quero que floresça e frutifique.

Ao longo do tempo, foram sendo expostas fragilidades da Revolução, não por imperfeita mas por incompleta. O essencial foi logo alcançado, de uma penada: a abolição da censura, a liberdade de reunião e de expressão, o afastamento dos algozes serventuários do defunto regime, a abertura das hediondas prisões políticas.

De seguida, cimentaram-se outras conquistas: o estabelecimento de um salário mínimo, direito a férias remuneradas, a criação do Serviço Nacional de Saúde, um dos mais avançados à época.

Tudo sob a égide de um Primeiro Ministro a que alguns energúmenos se atreveram a apelidar de “louco”! Começou aí a manifestar-se a ingratidão, a vocação de repetir o discurso único e monocular dos mais poderosos.

Aqueles que nunca desejaram que existisse um patamar mínimo de rendimentos, para poderem explorar à vontade. Que nunca desejaram que os trabalhadores por sua conta usufruíssem do merecido descanso e que, muito menos, continuassem a ser pagos nos períodos feriais.

Que continuam a odiar o SNS porque almejam o triunfo absoluto da saúde “privada”. Assim “à moda” dos States, onde quem não tenha um chorudo seguro de assistência, está condenado a morrer de doença.

Esses senhores que tudo comem, (lembram-se do Zeca?), permanecem ávidos e muitos saudosos do “tempo antigo”. O que me não deixou saudades nenhumas porque amo a Paz, a Liberdade, a Dignidade da Pessoa Humana.

E sempre me baterei por estes valores, herança de Abril.

25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

Fiquem bem, fiquem felizes.

Um abraço sentido e jubiloso.

SQ

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