Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

O tempo corre como o vento e mais, muito mais do que o velocista mais premiado. Desculpem o lugar comum mas continuo a surpreender-me com esta corrida que o tempo nos impõe.

Ainda há dias festejávamos o Dia do Trabalhador e já estamos no patamar do meio deste mês das flores. Das flores, das grandes trovoadas, das primeiras cerejas. Vermelhas, intensas, lindas de ver e maravilhosas de degustar. E de mais uma efeméride importantíssima que ditou o futuro da Humanidade e que importa, agora mais do nunca, celebrar.

Há dois dias cumpriram-se setenta e sete anos sobre o derrube final do nazi-fascismo: 9 de Maio de 1945, data que jamais poderá ser olvidada. No cimo das minhas escadas, está exposta, com o orgulho de toda a família, uma reprodução da emblemática foto de um soldado soviético, colocando a sua bandeira em Berlim.

No topo do edifício chave do famigerado III Reich. Sim, é imprescindível que se não esqueça a contribuição inigualável do exército da URSS para a vitória sobre Hitler e seus ignóbeis aliados. (Um, o assassino Adolf Eichmann, outro Adolf de execrável memória, foi capturado na Argentina, faz hoje sessenta e seis anos! Escapou durante quinze anos o facínora!)

A Rússia celebrou, como sempre fez, o Dia da Vitória mas esta não é a Rússia da extinta União Soviética. Mantém o mesmo garbo militar mas os seus objectivos e desígnios são completamente diversos.

Putin “não é flor que se cheire” e convém lembrar que é um traidor do país que o viu nascer: A Rússia do distante ano de 1952!

Por tal, qualquer colagem que se tente fazer dos apoiantes da ex-URSS a tal criatura são anedotas sem sentido. Mas com um propósito claro: denegrir um Partido de 101 anos, sempre na luta por um Portugal com Liberdade, Democracia e Progresso Social. Um País para todos e não só para alguns, como continua sendo.

Como prova a vossa decisão de o deixarem para trabalhar em terras estrangeiras. O PCP não apoia esta guerra que se desenrola às nossas portas, assim como não apoia guerra alguma.

Mas perguntamos: por que não são notícia os conflitos sangrentos, as injustiças gritantes, a usurpação de territórios, na Síria, no Sarah Ocidental, no Iémen, na Palestina…? E… e… Alegro-me com o 9 de Maio e o seu significado inolvidável.

Entristeço-me com a farsa, a hipocrisia, o ódio cego, a nova/velha caça às bruxas. O Futuro dirá.

Um abraço forte deste lado à beirinha do Atlântico.

Fiquem bem. SQ

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