Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Estando a atravessar uma fase menos boa de maleitas, preocupações, frequentes idas ao hospital ou ao centro de saúde, em funções de enfermeira e cuidadora informal, não me admira que, volta e meia, me “encontre” a cogitar sobre doenças e estados de alma a elas associados.

Conjugados estes aspectos com o calendário, tema que sempre me interessa, aqui estou hoje a escrever umas linhas sobre Frida Kahlo, a insigne pintora mexicana nascida a 6 de Julho de 1907 e falecida precocemente aos quarenta e sete anos de idade.

Frida é um nome maior da cultura do México e do Mundo. Uma artista extraordinária, conhecida principalmente pela sua pintura peculiar, imbuída de elementos “naif” e tipicamente mexicanos.

A vida desta Mulher incrível, foi um desenrolar incessante de infelicidades e problemas que a haviam de marcar para sempre. E que reflectiu admiravelmente na sua pintura. O casamento dos pais foi extremamente infeliz e a pequena Frida cedo se deu conta dessa triste realidade.

Muito criança, foi atacada pela terrível doença poliomielite, tendo ficado com uma perna mais curta do que a outra, o que impedia uma marcha regular. Aos dezoito anos, sofre um gravíssimo acidente rodoviário: a camioneta em que seguia chocou com outro transporte público.

Frida fracturou a coluna e teve múltiplas fracturas nos membros inferiores, piorando imenso a sua já tão débil capacidade de locomoção. Dos 143 quadros que pintou, 55 são auto-retratos.

Nestes frequentemente se debruça sobre a sua condição de doente, deixando “à vista” o seu intenso sofrimento. Um dos mais emblemáticos será mesmo “A Coluna Partida”, um testemunho do acidente sofrido. Mas não só de pinturas viveu Kahlo: ela foi multifacetada – deixou registados “pensamentos” e outros escritos sobre a sua vida inquieta. Da arte ao amor, passando pela política.

Livre de amarras moralistas, amou e foi amada, tendo vivido grandes paixões. Efémeras! Não! Uma foi longa e só a morte a quebrou: o casamento com o também pintor Diego Rivera com quem se casou duas vezes.

Feminista convicta, Frida emprestou o seu nome e a sua natural e insubmissa energia à causa dos direitos das mulheres e da Liberdade e Fraternidade entre os povos, começando pelo seu idolatrado México.

Ela e Rivera eram membros activos do Partido Comunista do México e nessa qualidade intervenientes esforçados na política do País. Não te esqueceremos, Frida!

Se tiverem curiosidade, há diversos documentários e filmes sobre esta Mulher de armas a quem as grandes limitações de saúde nunca “domesticaram”. Uma breve pesquisa leva-nos até essas peças. E vale a pena!

Desejo-vos saúde, o bem mais precioso, alegria e optimismo.

Um forte abraço. SQ

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco via email para geral@lux24.lu.
Siga o LUX24 nas redes sociais. Use a #LUX24 nas suas publicações.
Faça download gratuito da nossa ‘app’ na Google Play ou na App Store.
Publicidade
Publicidade