Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Ora, isso é que era bom! Nas religiões antigas, politeístas, (e ainda há povos que acreditam na existência de vários deuses e os veneram), cada vez que algo corria mal, a culpa era “dos deuses”.

Mas a quem tinham dado uma enorme “ajuda”, fazendo uns disparates! E vai de ficarem absolutamente contristados, quem não fica quando asneia?!), e carregadinhos de sentimentos de culpa.

A seguir a esta “parte boa”, a de reconhecimento de que nem sempre fazemos o adequado e correcto, vinha a “parte má”: a da expiação da (quota-)parte da tal culpa no erro. E vai daí, mais asneirada: sacrificando animais que nada tinham a ver com o assunto, quando não seres humanos, horrível decisão! Para “acalmar” os seus deuses enfurecidos.

E neste tempo? Como reagimos aos eventos, felizes e infelizes da própria vida ou da vida de outros. Aos primeiros, saudamos naturalmente com alegria vibrante ou comedida, íntima e silenciosa satisfação e um sentimento de preenchimento interior.

E quando “corre para o torto”? Não, a culpa não é dos deuses que não existem nem do Deus único das confissões monoteístas, seja Ele Buda, a Trindade, Alá … As culpas serão ocultas, mas serão conhecidas um dia, espero, (como no caso de epidemias pavorosas que têm assombrado os nossos dias) ou então é nossa! Da Humanidade, falando genericamente.

E muitas vezes das condições de vida impostas pela “sociedade”, e que levam a situações de desespero. E este nunca foi bom conselheiro!

Crianças abandonadas, (cada vez mais), incêndios incontroláveis, em grande parte de origem criminosa, as alterações climáticas que nos vão matando a todos… Mas o ser humano pensa “curto”, muito curto.

A culpa não é dos deuses, não!

Para vós dias felizes! Serenidade que bem precisamos dela. E acção! A contribuição de cada um para minimizar danos é imprescindível.

Um abraço deste pedacinho lindo, que dá pelo nome de Portugal.

SQ

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