Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Estamos com problemas sérios por aqui. Disso já saberão através da comunicação social e de familiares que continuam neste cantinho. Neste cantinho que poderia ser do “paraíso” mas que anda sempre “engalinhado”.

Galinha preta, diria porque assim dizem e não por que acredite nestas coisas de associar o negro à desgraça, ao azar, à má fortuna. (Por exemplo: tenho um gatinho preto que no Verão teve de extrair um olho. Foi horrível. Para além da “pipa de massa” que gastámos mas o que queríamos, era apenas salvar o bichano. Que é lindo, amoroso, super fofo e uma companhia maravilhosa.)

Então de que falo? Do tempo, isso: do tempo. As temperaturas vão baixas, baixíssimas em algumas regiões do País, mas o sol brilha fulgurantemente. Muito bonito sim mas o pior é sempre o “mais mau”.

Tais condições atmosféricas ditam que de noite caiam geadas e neves, queimando o que está plantado. E que precisa urgentemente de chuva porque vamos já em situação de seca extrema, e de modo ainda mais grave no sul. Comprometidas estão as colheitas de Inverno, legumes, frutas e afins.

Por outro lado, nada se pode plantar ou semear porque está votado ao insucesso. Vamos sofrer carestia nestes e noutros bens alimentares mas, o que mais me aflige, é pensar na situação calamitosa dos pequenos produtores nacionais.

Sempre em maus lençóis por culpa das imposições da “Europa” dos ricos, que obrigam os produtos a determinados pesos e tamanhos. E de quem é a culpa? Do super anticliclone que faz a chuva ficar longe. Ora esta! Só agora nos falta que Fevereiro chegue com temperaturas não habituais para a época. Quero dizer: mais quente do que era suposto.

Lá diz o Povo: “Fevereiro quente, traz o diabo no ventre”. Não quero azarar mas muito preocupada estou. Essa é que é a verdade.

Que tudo venha a correr bem convosco e com os vossos.

Um abraço distante mas sempre perto do coração. SQ

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