Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Os que fazem o obséquio de me ler, já terão por certo reparado que gosto de efemérides. Pois é. Gosto de história e de estórias associadas. E sempre a elas recorro para “conversar”, seja em forma oral, seja quando escrevo.

E se sou conversadora, uma tagarela feita. Tudo serve de desculpa para uma boa cavaqueira…

Ontem, lindo dia 9 de Março, também há datas para celebrar, naturalmente. Por exemplo, o 88º aniversário do nascimento de Iuri Gagarin, tragicamente desaparecido aos trinta e quatro anos. Dele falarei em Abril. Hoje só me ocupo, egoisticamente, de mim mesma!

Há trinta e nove anos era mãe pela segunda vez. De um bébé lindo, nada chorão, gordinho e dorminhoco. Não! Não são os meus olhos de coruja-mãe.

Toda a gente ficava encantada com aquela “riqueza”.

Ainda é e sempre será, a “riqueza” da mãezoca, completada pela mana fantástica. Mas eu também digo “mal” deles, quando é preciso! Ora vejamos: o tal menino que deixava dormir e que estava sempre bem disposto, mudou radicalmente aos cinco meses.

E daí até completar dois anos, eu não descansei uma única noite! Ele acordava e zás. Punha-se a berrar e só se calava quando eu me levantava e ia apaparicá-lo! Com o passar do tempo, refinou.

Ficava a brincar no berço com os brinquedos que eu lhe ia passando, (tinha um arsenal na mesa de cabeceira), e eu tinha de ficar acordada, de olhos abertos a ver a cena! Mal o sono me vencia e os fechava, gritaria da “boa” outra vez!

Quando, de um dia para o outro, começou a dormir a noite inteira, (tal como tinha acontecido quando passou a fazer intermitências noturnas), tive um esgotamento nervoso. Pudera! Por culpa dos tempos que se vivem, não estivemos juntos. E se falta me fez!

Como atrás ficou demonstrado, podem dar-me os parabéns. Agradeço antecipadamente.

Ser mãe (biológica, de adopção, de acolhimento) é uma bênção inigualável. Ser mãe e não essas “modernices”, agora na crista da onda, de serem chamadas de “lactantes”. Será que ainda não entenderam que não é por dar de mamar que se é melhor ou pior mãe?! Por problemas clínicos, tive de deixar de amamentar o meu filhote tinha ele três semanas! Ora vejam lá se ser mãe fosse só isso.

Fiquem bem. Continuem a proteger-se. Por aqui as coisas estão complicadas…

A mim o “bicho” pegou-me. Estou na sua rica companhia! E não é boa!

Um abraço grande, grande.

Espero-vos para a semana. SQ

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