Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Depois de um Maio que se arrogou direitos veranis, tivemos um Junho instável “para caramba”, que pouco lembrou a entrada do Verão. Nesta cidadezinha simpática que habito mas que climatologicamente não é “grande espingarda”, houve nevoeiros, ventos e mais ventos e umas amostritas de calor, bem fugazes e bem tímidas!

Nos últimos dias, o Sol tentou mostrar um ar da sua graça mas sempre entrecortada por neblinas , pouco bonitas de ver e a tender para o “frigorífico”. Mesmo assim, tomei-me de olímpica coragem e já fui duas vezes à praia. Com banho incluído, obviamente. Banhos de assento e esturricadelas ao comprido, não são comigo nunca. Se não puder ir à água, não vou sequer ao areal. Ponto de honra!

Ontem, entrámos numa onda de calor! Isto é sempre assim: ou tudo ou nada! E com o vento que vai soprando em várias zonas do País, com a caloraça que se faz sentir (acima dos 30º e muito mais!), com a seca extrema a que se chegou, aí estão em força os incêndios assassinos.

Sim, assassinos, porque matam vegetação importante, animais domésticos e selvagens, e as esperanças de vida de tantas famílias que dependem das suas culturas e da sua floresta. Mais do mesmo! Em toda a linha!

É que para além das razões que apontam para estas “ignições”, (palavra chique e eufemística!), há, aqui e ali, impossível desmentir, “mãozinhas” também elas assassinas. Volta e meia, lá chega a notícia de uma identificação de culpados, de uma prisão até. E…?!

O que sucede a seguir? O cidadão comum fica com a desagradável impressão de que nada de mais acontece. E perguntamo-nos: porquê? Esses “caçados” quando confrontados com a justiça “badalam” nomes sonantes a quem os poderes temem enfrentar?! Coloco a hipótese.

Pode não ser nada disto (!!!) mas se a verdade nos fosse realmente e claramente contada, já não teríamos motivo para colocar a imaginação e o “desconfiómetro” a funcionar. Então por que não temos o direito de saber a estória toda?!

Estamos na terceira semana de Verão e a área ardida é já tão significativa! Uma tragédia! Mais do mesmo? Desejaríamos muito que não.

E a vossa malinha está pronta? A minha nem por isso. O ânimo por estas bandas não é famoso, desejo muito que o vosso seja de muito melhor qualidade.

Um abraço forte e sempre amigo. SQ

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