A professora Silvina Queiroz escreve semanalmente no LUX24.

Quase impossível passar o dia 1º de Dezembro sem nada falar/escrever sobre ele. Há trezentos e oitenta e dois anos Portugal reganhava a sua soberania e independência, sacudindo fora a dominação espanhola que durara por sessenta malfadados anos.

O povo não mais aturava ser súbdito de uma potência estrangeira, os nobres também não estavam, na sua maioria, para aí virados!

Na madrugada desse primeiro dia de Dezembro, despontava o movimento depois identificado como Restauração, pois tinha como objectivo restaurar a independência do País.

Vitoriosos que saíram da refrega, os “conjurados” juntam forças e vontades à volta do duque de Bragança, D. João, que logo assumiria o trono de Portugal com o nome de D. João IV e o cognome de “Restaurador “pelos motivos evidentes. Iniciava-se com ele a IV Dinastia, obliterando a III, estrangeira e de má memória.

Facilmente imaginamos o júbilo daquele dia inesquecível – o “25 de Abril” dos idos de 1640. Pois houve quem se estivesse “borrifando” para o significado e simbolismo da data, assim como se “borrifou” completamente para outro dia maior da História deste País que amamos, o 5 de Outubro, dia da Implantação da República – outro “25 de Abril”, acontecido em 1910.

De seu nome Passos Coelho e Primeiro Ministro, (que memória arrepiante), subjugado mas contentinho aos ditames da famigerada “troika”, tratou de ir ainda mais longe nas alterações que pretendia estruturantes da vida dos portugueses.

As duas datas que evoco deixaram, por obra e graça de Passos e seu (des)governo, de serem consideradas feriados, com tudo o que isso acarreta de falta de respeito à História heroica e ao Povo do País. É que se não trata só de deixar de marcar os dias como de repouso mas é muito mais do que isso.

“Perdoai-lhes, Pai”, porque eles sabiam muito bem o que estavam fazendo! Passei os olhos hoje por um dos jornais nacionais, este de fraca qualidade, convenhamos. E lá estavam eles, os do costume, a mando de interesses obscuros, tentando manipular a opinião do Zé Povo.

A zupar no PCP, para não dizer algo mais veemente e ilustrativo. Desta feita era que quase ninguém conhecia o novo Secretário Geral do Partido, ora vejam lá! O PCP deveria ter-lhes telefonado ou escrito a saber o que pensavam do assunto! Só para rir, valha-nos Deus!

E este Partido que querem enterrar à força, usando os métodos mais infames para lhe diminuir influência, é o único que se mantém na luta desde 1921, mais de meio século antes do 25 de Abril de 74.

E também o que continua lutando e defendendo os direitos consagrados na Constituição da República que jurou cumprir e cumpre.

Na próxima quinta-feira comemora-se mais um 1º de Dezembro, com toda a carga emotiva que transporta e outra vez dia feriado, como nunca deveria ter deixado de ser.

E quem, no terreno, operou a recuperação deste direito e também o dia da implantação da República, quem foi? Pois! Foi o Partido Comunista Português. Estão lembrados? Eu estou.

Fiquem bem, com Paz, Saúde e Alegria.

Um abraço forte e sempre amistoso.

SQ

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