Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Há bastante tempo já, referi-me à pandemia. Disse na altura não apreciar o “tema” e não tencionar abordar o assunto com frequência. Assim tenho feito. Mas… e agora?

A Gripe Espanhola demorou a desaparecer dois anos e onze meses, numa altura em que a medicina não se parecia em nada com o que hoje temos! Confiada nos avanços da Ciência, acreditei que a COVID duraria menos. Quase de certeza que fiz um mau juízo, infelizmente.

No nosso País os casos não param de subir e os óbitos devidos à doença aumentam desde dezasseis de Fevereiro. Na rua está já a quarta dose, esta destinada a maiores de oitenta anos e a pessoas com comorbilidades diagnosticadas.

A Organização Mundial de Saúde manifesta-se muito preocupada com a situação em muitos países por esse Mundo fora, onde se repetem os cenários de agravamento.

Claro que este piorar da situação se deve ao abrandamento das medidas de segurança mas…

Temos de viver, não? Os governos estarão muito pressionados pelas economias, é fácil perceber. E compreensível também.

Hoje, aqui, voltaram a recomendar o uso de máscara em eventos ao ar livre com muitas pessoas, em espectáculos, no trabalho. Sempre que não seja possível manter o valioso distanciamento físico (não social).

Entidades públicas opinaram mas o Ministério da Saúde ainda não se manifestou. O índice de transmissibilidade baixou de 1,17 para 1,13 mas enquanto não baixar de 1 é muito perigoso. Muito fáceis os contágios, especialmente com as novas variantes, talvez menos agressivas (??) mas certamente muito “pegajosas”!

E agora? O que nos resta a todos, à Humanidade inteira? Manter o máximo de cuidados e precauções e ter esperança. Quero acreditar que nos livraremos deste pesadelo. Mas que não seja substituído por outro/s. A monkeypox está aí, a hepatite aguda nas crianças também. Que tempos estes!

Fiquem bem. Protejam-se e mantenhamos a cabeça lúcida e o mais possível tranquila.

Um forte abraço, à espera de dias mais “soalheiros”. SQ

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