Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Estou tal e qual o tempo por estas bandas: cinzentona e sem (grande) ânimo! Esta coisa, em meu entender absurda, da mudança de hora no último fim de semana de Outubro, põe-me ainda mais macambúzia do que já seria nestes fins de tarde outonais. Raios!

As manhãs são naturalmente ensonadas, especialmente quando o senhor Sol resolve tirar férias. O que aconteceu hoje; nem o vislumbrámos! A tarde fica curtíssima e a noite um horror de tão comprida!

Sinto-me muito acompanhada neste sentimento negativo, que rouba vontade de viver a estação em pleno. Tantas pessoas que dizem exactamente o mesmo! E os psiquiatras e psicólogos atestam que, no Outono, se despoletam maiores depressões e “afins”.

E se para além de cinzento, o tempo estiver chuvoso, redobra a “maleita”, credo! O que é o caso hoje também. Sinto-me como se estivesse metida em água, sempre com sensação de desconforto térmico. E de humor “duvidoso” também, o que se dispensava!

A sério, que tempinho este! Estou consciente da necessidade da chuva. Ao que parece 38% do território ainda está em seca grave ou extrema. Coisa ruim!

Não bastava o aumento exponencial dos bens de consumo, nomeadamente alimentares, quanto mais haver falta de produtos frescos, “ajudando” assim à carestia. Claro que à mistura com todos os factores provocadores de inflação, há a considerar um enorme aproveitamento.

Tudo serve para desculpar os preços a subir, pois então! Sempre podemos rebelar-nos contra o estado de coisas fazendo a nossa pequenina ou grande parte, depende da envergadura das acções desenvolvidas contra estes abusos sobre o desgraçado “mexilhão”, que é sempre quem se lixa! Desculpem o vernáculo mas é mesmo assim, só apetece falar “torto”.

Cá vou fazendo os possíveis (e também os impossíveis) para contrariar a situação. A nível pessoal procurando melhorar o estado de alma. Mas às vezes é tão difícil! A nível colectivo protestando em alta voz contra a carestia e o abuso. Levaremos esta “água ao seu moinho”?

Há que tentá-lo, pois, e por todos os meios legítimos. Se não, acontecer-nos-á como a desgraçada da nêspera de que falava o saudoso Mário Viegas: “veio uma velha e… comeu-a” – fim de citação.

Arriba, digo eu para mim própria. Arriba nós todos! Porque é assim a vida!

Aquele abraço no Outono mas com sorriso primaveril.

SQ

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