Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Há dias cumpriu-se mais um Dia Internacional do Dador de Sangue. Anualmente, a cada 14 de Junho, celebra-se esta efeméride, criada em 2005 pela Organização Mundial de Saúde, Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho.

O modo de comemoração é sempre idêntico: mobilização para uma mais activa dádiva de sangue, pelos quatro cantos do Mundo, e homenagens aos abnegados homens e mulheres que dão Amor através da partilha do seu elemento-Vida, o seu sangue.

Todos os adultos saudáveis, entre os dezoito e os sessenta e cinco anos, podem aderir a este acto de Amor puro e desinteressado. Deles depende que muitos possam salvar-se da morte certa ou aliviar significativamente sintomas indesejáveis.

Há um ano, na minha cidade, corria um apelo sentido e com grande eco, em nome do meu querido Diogo, de quem já vos falei por aqui. Em Agosto, poucos dias depois do seu desaparecimento funesto os dezasseis anos de idade. Pedia-se que se doasse sangue e através dele medula óssea.

O Diogo estava numa encruzilhada perigosa, atingido por um cancro implacável que, afinal, não perdoaria. O Diogo nunca desistiu, como repete a mãe ainda hoje. Mas a doença venceu-o. O dia aprazado para a recolha acabou acontecendo na véspera do seu funeral, ironia amarga do destino.

Mas muitos, muitos, compareceram à chamada, mostrando que o Amor não precisa ter destinatários “directos” para acontecer.

Na segunda-feira, a minha Carminho e o Bruno, os pais do Diogo, foram doar sangue. Em memória dele e por Amor a todos os doentes que precisam desta dádiva maravilhosa para poderem ter esperança num amanhã mais risonho e por Amor a quem no futuro possa cair nesta situação sensível.

Bem hajas, Carmo! Bem hajas, Bruno! Bem hajam todos os dadores de sangue! Obrigada do fundo do coração.

Fiquem bem, sejam felizes. Abraço-vos.

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