Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

Ao longo dos tempos, sempre houve rebeliões e lutas contra os abusos de poder e formas de exploração dos povos. Mas podemos dizer, sem muito errar, que a democracia moderna nasceu com um dia 14 de Julho, há duzentos  e trinta e dois anos atrás.

Nesse dia glorioso, um valente punhado de heróicos franceses, tomou de assalto a Prisão da Bastilha, em Paris. Libertaram os presos  políticos aí encarcerados, nas mais desumanas condições, e acabaram com o regime monárquico opressor que explorava e matava à fome a população não pertencente às classes dominantes. Rolaram as cabeças dos reis Maria Antonieta e Luís XVI.

O povo rejubilava com o ar novo que se respirava e sob  a insígnia: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” nascia uma nova França. Que pouco durava na pureza absoluta dos seus ideais, lamentavelmente abastardados. (Mas o bicho homem facilmente “escorrega”.) O regime democrático já vigorara, com suas pechas não pequenas, na Antiguidade.

Mas, assim ou de outro modo, a democracia é o melhor de todos os sistemas e se bem conduzida pode ser o Eldorado dos povos.

Neste momento, no nosso País, vive-se um momento importantíssimo: o arranque para as eleições autárquicas que acontecerão no final de Setembro. Muita confusão tem grassado por aí, coisas que não enobrecem o acto em si e o Estado de Direito que defendemos.

Candidatos impostos pelas direcções nacionais que depois as Concelhias refutam, gente a saltitar de partido para partido para apoiar candidatos que até “à semana passada” eram nas suas bocas o “demónio”, o pior do que havia de pior! Mas estão agora perdoados!

Desvinculações do partido de origem por via dos novos “amores” que de repente floresceram, outros mantendo-se quietinhos sem seguir por esse caminho, esperando que a poeira assente e depois logo se vê! Muito me alegro que nada disso se passe no meu Partido de sempre e na força política que o acompanha nas corridas eleitorais: A CDU.

Ontem, na minha cidadezinha, fizemos festa: anunciámos formalmente os primeiros nomes das listas autárquicas concorrentes à Câmara Municipal e  Assembleia Municipal. Neste órgão tenho vindo  a trabalhar, enquanto eleita, com todo o empenho e honestidade que caracterizam  as nossas candidaturas em todo o País.

Subordinados à consigna: “Trabalho, Honestidade e Competência”, nossa marca distintiva e que muito nos orgulha. Daqui para a frente e até 24 de Setembro, estaremos na rua, nas empresas, em muitos e diferentes locais de trabalho, contactando com os trabalhadores, com a população, distribuindo documentos, esclarecendo as nossas propostas.

Sim porque não temos dinheiro para contratar quem assuma algumas dessas tarefas, nem “grana” para outdoors e materiais de luxo como os que outros já vão mostrando a rodos.

Vivemos do nosso trabalho voluntário e do esforço financeiro de militantes e simpatizantes, através de contribuições e donativos. Ao mesmo tempo, estaremos na construção da nossa Festa do Avante.

Terão de concordar que isto é OBRA, uma façanha que não é, de facto, para todos. Mas com a nossa força de vontade, coragem e determinação tudo isto acontecerá. E será lindo, lindo!

Fiquem bem. Sejam felizes.

Um abraço saído da Revolução. SQ

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