Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente no LUX24.

E pronto! O tempo é um maratonista de primeira categoria e aqui estamos num novo ano. O anterior não deixou grandes saudades, face à pandemia que agora dizem os especialistas estar a ceder, passando a endemia mas, mesmo assim, ainda nos constrangendo e preocupando tanto!

Como dizia na passada semana, vamos revestir-nos de esperança e paciência e formular votos de que 2022 nos seja mais amigável.

O dia 1 de Janeiro amanheceu glorioso, cheio de sol e de tranquilidade, assim fazendo jus à efeméride que se comemorava: o Dia Mundial da Paz, comemoração instituída em 1967. E bem precisamos dela a nível global.

Como tantas outras celebrações, não deveria existir necessidade de comemoração. Mas isto se a Paz fosse já uma realidade mundial e não o é! A cada momento, surgem ameaças aos Povos e às Nações e a questão do nuclear está sempre em cima da mesa. Infelizmente.

Na passada semana, líderes mundiais comprometeram-se a nunca iniciar um conflito nuclear. Bom… Mas se um dia qualquer um deles resolve unilateralmente quebrar a promessa?!

Quero afastar tal pensamento e “fazer figas” para que tal nunca aconteça. Mas a loucura é muita e manifesta-se também a cada volta do caminho, começando nos chamados “comuns mortais”.

Há dias, um tresloucado ou tresloucados, vandalizaram a base do busto de um insigne filho desta terra: José da Silva Ribeiro. Um Homem ilustre e respeitável, que deu ao sítio onde nasceu, a linda Tavarede, muito do seu saber e do seu tempo: na alfabetização de muitos, no ensino da arte de Talma, o Teatro, a tantos outros.

Dele vos falarei brevemente porque o merece. Foi um ultraje perpetrado contra a sua memória, a sua terra natal, a cidade da Figueira da Foz, que tanto amou. Já em vésperas de Natal e muito perto dali, haviam acontecido outros deploráveis actos de vandalismo.

Dessa feita foi a destruição da árvore de Natal e do Presépio, orgulhos dos tavaredenses. Na manhã que se seguiu à loucura, foi o desânimo total. Cada um sentiu aquilo como uma afronta pessoal e colectiva.

E pergunto-me: como pode alguém ter tão ruim fundo, tamanha insensibilidade, tanta malvadez?! Destruíram gratuitamente grande parte da magia natalícia, ofenderam a religiosidade de muitos, a estética comum, as crianças e a sua alegria genuína. Para não falar do pesar que infligiram a todos.

Queremos um Ano Novo a sério, no respeito por todos, pelas diferentes sensibilidades e gostos, um ano de Paz e fraternidade, onde seja possível a realização dos sonhos mais caros.

Aceitem um abraço amigo, carregado de esperança.

SQ

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