Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente às quartas no LUX24.

Ninguém hesita em considerar o ano que acabou há dias como um ano mau, “atípico” e severo. É bem verdade e continuo perplexa como tal nos pôde acontecer em pleno século XXI. Mais parece um cenário da Idade Média profunda!

Mas 2020 findou com uma esperança nova: as vacinas que em tempo recorde foram compostas para obviar a progressão desta odiosa doença, ainda tão envolta em “mistério”.

Não sou a favor de teorias da conspiração mas que o brutal surgimento do vírus e a sua propagação – relâmpago dão que pensar, isso dão. Estávamos então muito esperançosos e assim continuamos, claro, mas as duas primeiras semanas do ano que devia ser novo, são claramente uma desilusão amarga.

Desde o desaparecimento inesperado de figuras carismásticas a catástrofes naturais e ao crescimento exponencial da COVID 19 em modos a que ainda não havíamos assistido. Tudo tão triste e perturbador!

Ontem faleceram em Portugal cento e cinquenta e cinco pessoas vítimas da malévola moléstia. Um número “absurdo” e aterrador. Segundo epidemiologistas credenciados números desta ordem deverão manter-se nas próximas semanas! De meter pavor!

Ontem houve também reuniões de especialistas e políticos para debater o que poderá ser feito para travar esta escalada, tendo sido apontada a “fasquia” provável de novas infecções diárias em 14000 casos.

Não entendo a “bondade” de virem a lume tais previsões. Imitam as autoridades de saúde os meios de comunicação mais trauliteiros e “sanguinários”, fazendo crescer os sentimentos não só de insegurança mas principalmente de medo.

Se há coisa bem importante nesta encruzilhada em que à toa estamos, será a manutenção da saúde mental e não é com tais procedimentos que ela é garantida, tenho por certo. Sei que aí tendem a ser aliviadas as medidas. Aqui passa-se o inverso.

Depois do relaxamento da época de Natal e Ano Novo, amargamos com novo confinamento. Confinamento que irá trazer acrescidas dificuldades a alguns sectores de actividade e a muitas famílias mas que provavelmente é a única forma de tentar remediar a temível situação em que se mergulhou, agora de modo mais agressivo e assustador.

Aguardo ansiosamente pelas notícias que devem estar para muito breve. Será hoje mas ninguém sabe a hora do anúncio das medidas que irão vigorar durante os próximos trinta dias, pelo menos.

A esperança não pode morrer! Havemos de sair deste poço escuro e 2021 será de esperança também, apesar deste início tão infeliz.

Fiquem bem. Resguardem-se. Dias melhores têm de vir. Um grande abraço. SQ
(E desculpem voltar a falar da pandemia mas ela está infelizmente tão presente…)

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