Rui Martins, activista e dirigente associativo, escreve semanalmente aos domingos no LUX24.

Embora exista um certa tendência – por mim falo – em diminuir a importância do optimismo porque nem sempre é nítido que tenha um efeito positivo nos nossos hábitos e actividades a verdade é que esta atitude tem um efeito muito poderoso nos resultados de qualquer área.

Em meados da década de 1980 a empresa de seguros MetLife abordou o psicólogo Martin Seligman da Universidade da Pensilvânia (EUA) para avaliarem conjuntamente a importância do optimismo no sucesso dos seus funcionários. A conclusão a que então chegaram foi a de que quando os optimistas falhavam atribuíam a responsabilidade do falhanço a algo que podiam mudar e não a algo que não podiam mudar.

O estudo abrangeu 15 mil novos consultores da MetLife que, além do teste de admissão normal da empresa, participaram num teste desenhado por Seligman para medir o seu nível de optimismo.

Seligman identificou através do seu teste um grupo a que chamou de “super-optimistas” e, de facto, o seu desempenho foi superior ao dos pessimistas em 21%, no primeiro ano e em 57% no segundo ano após a contratação pela empresa.

Ainda mais relevante foi o facto de os 10% melhores nesse índice de optimismo terem vendido 88% mais seguros do que aqueles nos 10% desse mesmo segmento de “optimistas”.

A conclusão parece clara e aplica-se a todas as áreas de actividade: O optimismo pode ser uma característica chave das organizações quando se quer ter um bom nível de desempenho e sucesso organizacional.

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