Rita Limede, psicóloga e produtora de eventos musicais, escreve semanalmente aos sábados no LUX24.

A semana passada escrevi sobre como infelizmente as coisas não mudaram muito (para já) relativamente a 2020. Agora, em pleno segundo confinamento, com medidas que foram sendo apertadas ao longo da semana que se passou, dando-nos uma sensação de déjà vu com o que vivemos Março e Abril passados.

Apesar das diferenças relativamente ao confinamento anterior – a maior é que atualmente o nosso desgaste emocional está a níveis muitos superiores. Inicialmente, muitos de nós pensamos ingenuamente que isto se resolveria num par de meses e que em breve iriamos regressar ao nosso dia-a-dia normal.

Com o desenrolar dos últimos meses, depressa chegamos à conclusão que esse não iria ser o caso.

Embora já haja luz ao fim do túnel – programa de vacinação a decorrer – sabemos que na melhor das hipóteses antes do final do verão não vamos ser todos vacinados.

Assim, acabamos por regressar a um confinamento, onde voltamos a ver o “novo normal” e uma aproximação da vida ativa que tinhamos anteriormente, interrompida. Sabemos que não vai ser o fim do mundo – pois já passamos por isto uma vez – mas o cansaço e o desgaste emocional vão torná-lo bastante cansativo e com potencial para impactar de forma negativa a (pouca) saúde mental que ainda temos.

Como tal, deixo aqui algumas sugestões para miúdos e graúdos conseguirem enfrentar as próximas semanas que se aproximam de melhor forma:

– Tire umas férias das redes sociais e de toda a toxicidade a elas associada. Não ande sempre a procura de informação, limite o consumo de informação sobre o assunto a fontes fidedignas. Anda muita informação falsa espalhada por aí que não corresponde à realidade, que só cria confusão e pânico;

– Mantenha contacto com os familiares e amigos diariamente utilizando o telefone, email ou plataformas de videochamadas para esse fim. Tente conversar sobre outros assuntos, evitando ao máximo sair de casa e a comunicação presencial, excepto em casos de extrema necessidade;

–  Aproveitar o tempo livre para se dedicar a hobbies e atividades de tempos livres que sempre quis fazer mas não tem tempo – ler um livro, ver filmes, ver séries inteiras, pintar, desenhar, tocar um instrumento musical etc. Encorajar as crianças a fazer o mesmo, planeando algumas atividades e programas diferentes com eles (sem sair de casa) e que não envolva estarem sempre à frente dos ecrãs do telemóvel ou tablets;

– Tentar ao máximo manter as suas rotinas intactas, fazendo uma tabela com atividades para fazer, organizando melhor o seu dia. Guardar um tempinho diariamente para uma pequena caminhada ao ar livre de curta duração e em locais com pouca concentração de pessoas.

No entanto, o mais importante é lembrar-se que não está sozinho nesta situação. É normal sentir-se cansado, desmotivado, agitado e com sintomas de stress exacerbado e ansiedade. Se os mesmos persistirem, não hesite em contactar um profissional da área de saúde mental, há diversas linhas de apoio disponíveis:

– Linha de Apoio Psicológico do SNS24: 808 24 24 24 (opção 4);

– SOS Voz Amiga:  808 237 327 / 210 027 159

Para finalizar, deixo aqui uma lista de recursos online que podem ser úteis para lidar com a situação ou até mesmo tranquilizar os pequenos fechados em casa.

 

A lista poderá ser atualizada posteriormente, guarde este artigo nos seus favoritos para referência futura. Cuide de si e dos outros até lá!

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