A opinião da psicóloga Rita Limede no LUX24.

No texto anterior falei sobre a desmistificação do autismo de uma forma muito breve – embora ainda haja muito mais a dizer. No entanto, hoje de uma forma geral falo da importância que existe para se educar para a inclusão e qual o papel da mesma no nosso futuro enquanto uma sociedade que promove a igualdade de direitos para todos.

Quando falamos numa educação inclusiva, falamos de todas as crianças, sem exceções, de hoje que se vão tornar nos adultos de amanhã. Isto inclui todas as crianças com desenvolvimento típico, mas também todas aquelas com necessidades especiais – necessidades educativas especiais, alto rendimento académico e em risco.

Embora existam no papel leis inclusivas, na prática nem tudo funciona como foi desenhado. Muitos professores sentem-se pouco preparados para lidar com todos os desafios que implicam acomodar as necessidades especiais de uma criança ou jovem. Muitas escolas não têm nem infraestruturas adequadas nem recursos humanos suficientes para responder a estas necessidades.

A tudo isto, junta-se ainda uma falta de compreensão global da sociedade para estas problemáticas, desconhecimento das características das mesmas e falta de informação relativamente ao local onde podem ir procurar ajuda ou até mesmo de informação de fácil acesso sobre estas características.

Urge-se, primeiro que tudo, que haja uma mudança na forma como encaramos as crianças diferentes e que se faça uma desmistificação relativamente a todos estes conceitos e se normalize falar de problemas de neurodesenvolvimento e de saúde mental da mesma forma como se falam de doenças como a diabetes ou hipertensão arterial.

Aqui, podemos relevar o papel da comunicação social – em especial de programas populares – que podem mudar isso, através do poder da representatividade e de campanhas de sensibilização e informação claras acessíveis às comunidades.

Assim, o nosso objetivo final para o futuro deverá ser sempre o de educar e informar para a inclusão de todos, para que consigamos ter os mesmo direitos numa sociedade democrática.

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