
Foi notícia a mudança de estratégia de marketing da famosa marca de roupa interior Victoria’s Secret. Para quem não conhece, a marca era conhecida pelos seus “anjos” – todas elas supermodelos cuja aparência estava longe de ser alcançável por comuns mortais.
Esta mudança de estratégia, embora tenha sido alvo de críticas, foi muito bem recebida pois simboliza uma pequena mudança de paradigma no que toca a padrões de beleza na nossa sociedade.
Nós, enquanto seres sociais que somos, aprendemos (também) por observação de modelos sociais. Como tal, a representação importa e muito. Nos últimos anos, e com uma grande ajuda do Photoshop e vidas perfeitas fabricadas pelos influencers das redes sociais, os padrões de beleza para mulheres e homens têm se tornado cada vez mais irrealistas.
Isto leva a problemas na autoimagem e autoestima dos nossos jovens, podendo também impulsionar o desenvolvimento de distúrbios alimentares e dismorfia corporal.
São cada vez mais as jovens – e os jovens, embora a maioria dos casos relatos destas perturbações sejam no sexo feminino – que se sentem descontentes com a sua aparência e que recorrem a métodos extremos para se sentirem bem com a sua imagem.
Atendendo que ainda vivemos numa sociedade em que o aspeto mais valorizado ao primeiro encontro é a aparência e a beleza das pessoas, estes fenómenos são extremamente prejudiciais para a saúde mental.
Assim, importa destacar algumas questões relativamente a esta pressão que nos é imposta – ninguém, nem mesmo as próprias modelos, têm aquela aparência perfeita no seu dia-a-dia.
Têm vindo a público relatos do que se passa nos bastidores que nos mostram que a perfeição é resultado de toneladas de maquilhagem, iluminação estratégica, dietas extremamente rigorosas ou até mesmo perigosas para a saúde e desidratação quase levada ao extremo. Tudo isto, para se atingir a ideia de perfeição à frente das câmaras durante uma hora.
Isto não acontece só com as mulheres, por exemplo, nas gravações dos filmes Avengers, o ator Chris Evans que fez o papel de Capitão América, foi forçado a usar roupas demasiado apertadas e passar por períodos de desidratação e dietas rigorosas só para dar a ilusão de ter um corpo super humano em algumas cenas.
Felizmente, tudo indica que pouco a pouco este paradigma vá mudar no futuro próximo, sendo que esta mudança de estratégia pela Victoria’s Secret é um passo importante na direção certa.
Agora que temas como a saúde mental e a importância de nos aceitarmos a nós próprios estão em todo lado, tem que se aproveitar o momento para se começar a mudar mentalidades e a assegurar que no futuro todos nós possamos viver num mundo mais saudável mentalmente e tranquilos na nossa própria pele.
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