NUM CÉU DE PENITÊNCIAS

Às vezes as horas
Passam invisíveis
E há um calor no peito
De chamas terríveis.
Há uma inquietude
Que se sente no ar
E uns olhos brilhantes
Que não conseguem chorar.

Há uma desordem
Nas leis desta vida
Que a tornam mais triste
Como chaga ou ferida.

É que a paz tarda demais
E há abraços por dar
Há um tempo perdido
Que não se vai recuperar.
As pombas da paz
Tão brancas e puras
Fugiram para longe
Destas amarguras.

Se o ponto de partida
For abrir consciências
No azul desta vida
Num céu de penitências…

Que se agarre o Amor!
Que se agarre a Paz!
Sejamos irmãos
Guerreiros do Bem
Que a gratidão
Seja um grito que faz
Reconhecer UM DEUS
Que tudo refaz!

AUTORIA: ISABEL TAVARES, 28/11/2022
(© Todos os Direitos de Autor Reservados)
Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos – Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de março – Diário da República n.º 61, Série I, de 14.03.1985 –

Isabel Tavares, poetisa, escreve semanalmente, às segundas, no LUX24.
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