A FONTE DA MINHA PRÓPRIA RAIZ

A caneta pega-me na mão,
Com subtileza gentil…
Abro-lhe o meu coração,
Conto-lhe tudo o que sinto,
Amarguras, gratidão,
Tanto amor e compaixão,
Eu a ela, nunca minto!

Desnudo-lhe a minha alma,
E conto-lhe as minhas mágoas,
Mas também as alegrias…
Falo das minhas saudades,
Do que deixei pelo caminho!
Choro com ela baixinho…

Mas também somos capazes,
De rir uma noite inteira…
esperar que o dia rompa,
Em amena cavaqueira!…

Muitas vezes já o sol nasce,
E eu adormeço feliz!
Há uma luz que me preenche,
Como se eu de repente,
Fosse a fonte cristalina…
Da minha própria Raiz!…

AUTORIA: ISABEL TAVARES, 12-09-2020

(© Todos os Direitos de Autor Reservados)
Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos – Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de março – Diário da República n.º 61, Série I, de 14.03.1985 –

Isabel Tavares, poetisa, escreve semanalmente, às segundas, no LUX24.
Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco via email para geral@lux24.lu.
Siga o LUX24 nas redes sociais. Use a #LUX24 nas suas publicações.
Faça download gratuito da nossa ‘app’ na Google Play ou na App Store.
Publicidade
Publicidade