SE ME PONHO A PENSAR

Se me ponho a pensar, sinto tudo a fugir,
O tempo a passar… tanto que eu não fiz
Queria tanto fazer… e não soube como agir…

Se me ponho a pensar, sinto dentro de mim,
Tanta nostalgia… tanta coisa acabada…
Sem ter previsto… O seu fim!…

Se me ponho a pensar, vejo que não há razão
Para tantas disputas, para tanto desdém
… Falta de compaixão!

Se me ponho a pensar, sinto como a vida é breve
Como uma brisa da tarde, um vento tão leve,
Que passa entre nós, e que mal se sente…
E quando olhamos para trás… estamos tão sós…
Partiu tanta gente!…

Só importa o amor, a amizade sincera,
O que damos de nós… risos de primavera,
Açucenas nas mãos, e rosas no peito,
Romãs no coração, nos olhos
…Amores-perfeitos!

Meus queridos amigos
Tudo é tão passageiro
Dêmo-nos as mãos
Com amor verdadeiro.

Cultivemos a fé,
Espalhemos ternura
Porque o tempo foge
…Parece loucura!

AUTORIA: ISABEL TAVARES

(© Todos os Direitos de Autor Reservados – Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos – Decreto-Lei n.º 63/85, de 14 de março – Diário da República n.º 61, Série I, de 14.03.1985)

Isabel Tavares, poetisa, escreve semanalmente, às segundas, no LUX24.
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