Miguel Torres, Software Developer e Gestor de Dados, escreve semanalmente aos no LUX24.

Esta sexta-feira celebrou-se o ‘quitters day’, um dia pouco conhecido, mesmo em países anglófonos, mas que tem ganhado preponderância nos últimos anos.

O ‘quitters day’ é o dia em que as pessoas desistem das suas resoluções de fim de ano e estas passam a ser uma parte da História semelhante ao tempo em que o Obama foi presidente dos Estados Unidos: Prometia muito no início, foi razoável enquanto durou mas o que veio depois foi ainda pior.

As resoluções de fim de ano, como todas as mudanças bruscas na nossa rotina, raramente têm sucesso e estou bem consciente disso. Mas este ano decidi fazer uma excepção e criar a minha própria resolução de ano novo. A minha resolução é: Não fazer nenhuma resolução de ano novo!

E pronto, falhei. A minha resolução de ano novo que consiste em não fazer uma resolução de ano novo é por si só uma resolução de ano novo. Isto só prova que é de facto impossível cumprir uma resolução de ano novo. 

Aposto que este ano Donald Trump tinha prometido a si mesmo não matar um general iraniano num ataque de drone e que um militar iraniano tinha tido como resolução não abater nenhum avião civil durante 2020.

No fundo todos os problemas actuais da humanidade advêm de resoluções de fim de ano não cumpridas. 

O que nos vale é que o André Ventura é gajo para fazer todos os anos a resolução que vai ser primeiro-ministro.

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