Miguel Torres, Software Developer e Gestor de Dados, escreve semanalmente às segundas no LUX24.

As pessoas têm receio e impera uma ditadura do politicamente correcto, mas há que dizê-lo, Portugal tem um problema com uma das suas comunidades.

Estou a falar de uma comunidade que não consegue viver dos rendimentos do seu trabalho, e que constantemente é o Estado a subsidiá-la com dinheiro de todos os contribuintes. E não percebo como estas pessoas vivem à custa do nosso dinheiro e têm BMWs ou Audis às porta.

É comum esta comunidade participar em actividades ilícitas que fazem com que a população em geral se sinta revoltada com a passividade das autoridades. Os crimes que cometem têm um grande impacto nas famílias honestas, pondo em causa a sua saúde física e mental.

Não existe cooperação com as autoridades e não movem um dedo para trabalhar para um bem comum, apenas pensam no seu próprio bem estar.

Vivem em áreas remotas onde ninguém pode entrar, criando os seus próprios guetos só com pessoas da mesma comunidade. É uma comunidade que não está integrada e que não faz qualquer esforço para se integrar. Até os casamentos são restritos.

E tudo isto ocorre com o beneplácito de governos atrás de governos. Talvez seja o medo, talvez sejam outras razões, mas o que é certo é que temos uma minoria que põe em causa a grande maioria das pessoas, que são honestas.

Não estou com isto a dizer que todos os membros desta comunidade são desonestos, atenção. Como em tudo, há sempre boas pessoas, mas, generalizando, há um claro problema com esta comunidade. Isto é algo falado nos cafés, mas em público ninguém tem coragem de lhes apontar o dedo.

Eu pago impostos, o leitor paga impostos e não é justo que estas pessoas vivam à custa dos nossos rendimentos.

Ainda esta semana o Novo Banco recebeu mais 850 milhões do Ministério das Finanças e ninguém da Comunidade Banqueira veio pedir desculpa. Nem mesmo o Camilo Lourenço, que há um mês escrevia sobre uma “Inaceitável chantagem moral sobre os banqueiros”. O Estado já injetou mais de 6.5 mil milhões de euros e pode ainda vir a ter que injetar mais.

Compare-se, por exemplo, com a comunidade cigana, que tão injustamente é acusada por políticos racistas de viver de subsídios. Apenas 3.7% das famílias com Rendimento Social de Inserção (RSI) são ciganas e o orçamento total deste apoio social foram 334.1 milhões de euros (quase 3 vezes menos que o empréstimo desta semana, diga-se).

Deste modo, terão sido atribuídos, fazendo a média, 12.4 milhões de Euros a famílias ciganas num ano. Isto significa que só o que o Estado pagou esta semana ao Novo Banco daria para pagar 68 vezes o RSI de todas as famílias ciganas num ano (desde o início estamos a falar de 524 vezes).

Este é apenas um facto que demonstra o grande problema com a comunidade banqueira que temos no nosso país, que contrasta com o que acontece com outras comunidades, que são apoiadas em quantias insignificantes.

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