… aos Homens de boa vontade. (Não “embarco” muito naquela de “homens/mulheres” e sou uma feminista convicta. Só que a Língua assim nos ensinou a formular e não é por diferenciar o género em frases ditas ou escritas, que deixamos de defender o absoluto respeito por cada um deles, insistindo na urgente necessidade de igualdade entre ambos em todos os aspectos da vida quotidiana. Um pequeno aparte.)

De hoje  a um mês exacto, estaremos a festejar o Natal. Este ano de modo atípico, como se ouve a cada esquina, sem o calor próprio desta época misteriosa. O Natal não significa para todos a mesma coisa mas penso que quase ninguém “foge” ao seu sortilégio. Para muitos é a celebração do nascimento do Menino Deus, certamente não nascido a 25 de Dezembro, sendo a data uma convenção.

Silvina Queiroz, professora, escreve semanalmente às quartas no LUX24.

Convenção ou não, a data e os dias “à sua volta” são mágicos!  Muitas pessoas neste ano complexo de 2020, assumem que não farão decorações nas suas casas, outras que as farão mais “por causa das crianças”, outras, nas quais me incluo, procuram contrariar a onda de negativismo e vão começando a colocar apontamentos natalícios. ( Muito atrasada eu ainda.)

De todo o modo, multiplicar-se-ão os votos de Boas Festas, os abraços virtuais, as mensagens desejando Paz, Saúde, bem tão mais prezado nos dias que atravessamos, Alegria. Temo antecipar que não terei a minha família comigo mas tenho por quase certo que esta será a realidade. Facto absolutamente inaudito. E tenho tantas mas tantas saudades!

Saudades que apertam o coração  a cada novo dia que chega. Experimentámos a “receita” na Páscoa e não gostámos. Mas desta vez doerá mais. Porque já é muito mais longo o tempo da ausência e porque o Natal é por excelência o tempo da Família. Sim, mas o tempo do Outro também!

E este Natal será tão complicado para tantas famílias, apanhadas no vórtice de despedimentos, quebra de rendimentos, abusos redobrados no mundo do trabalho e que provocaram maior pobreza e maior insegurança.

Algumas Câmaras Municipais do nosso País apostaram em celebrações modestas, canalizando verbas para o reforço do apoio social, nesta “curva do caminho” uma emergência a que urge responder com eficácia e toda a celeridade. Pena é que nem todas tenham tido essa atitude de responsabilidade acrescida.

Façamos nós a nossa parte. Protegendo-nos e protegendo os outros à nossa volta, beijando e abraçando os nossos sentidamente, mesmo que não nos venha a ser possível estar cara a cara com eles, não esquecendo que o Natal é todos os dias e que em cada momento existirá alguém a precisar de uma mão amiga, solidária e próxima.

Fiquem bem, fiquem felizes. Que todos possam ter um Natal de Paz e Harmonia. Um abraço aqui de longe. SQ

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