A opinião de Paulo Pisco, Deputado do PS eleito pelo Círculo da Europa, no LUX24

Vivemos um momento em que parece que a crise provocada pela pandemia de covid-19 nunca mais termina. Porque este é o tempo que nos é dado viver e, de alguma forma, estamos pacientemente ansiosos que a vida volte mais ou menos ao que era antes do início de 2020.

Depois de um período na Europa em que a pandemia parecia estar mais ou menos controlada, o desconfinamento generalizado trouxe de novo a perspetiva inquietante do aumento do número de novos casos diários, a confirmar aquilo que alguns previam como sendo uma segunda vaga, mesmo que, aparentemente, possa já não ter o dramatismo dos tempos iniciais.

Por isso, cada um de nós terá de continuar muito atento aos comportamentos, cumprindo sempre as regras de higiene e de distanciamento social.

Mas como “não há bem que não acabe, nem mal que sempre dure”, como diz muito bem o ditado, também a pandemia que nos atinge a todos e tantas vítimas já fez, terá um dia de acabar, e esperemos que seja mais cedo do que tarde.

Se as grandes guerras do Século XX passaram; se a gripe chamada espanhola sem ter origem em Espanha deixou um rasto de mais de 50 milhões de mortes; se a peste negra que dizimou cerca de dois terços da população mundial também acabou por passar; se a Guerra dos 30 anos também teve o seu fim; se a violenta crise económica e financeira de 2008 finalmente passou e muitas outras tragédias que atingiram a humanidade também acabaram por passar, não vai ser o coronavírus que vai ficar eternamente a infernizar-nos a vida.

Até porque hoje a investigação médica em doenças e medicamentos está muito desenvolvida e a resposta dos serviços de saúde é muito mais eficiente do que era há umas décadas.

Só não conseguimos perceber ainda quanto tempo mais vai durar a pandemia, nem os estragos económicos e sociais que vai fazer.

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